As ações da Prio (PRIO3) estão operando em alta nesta quarta-feira (5), após a companhia reportar os resultados do segundo trimestre de 2026.
Entre maio e junho, a Prio registrou um lucro líquido de US$ 413,3 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 169% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a companhia havia apurado US$ 153,7 milhões. O resultado veio acompanhado de um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorde de US$ 847,1 milhões, avanço de 239% na comparação anual.
As ações PRIO3 subiam 1,06%, a R$ 59,07, por volta das 15h.
Os números por trás do trimestre recorde da PRIO3
A receita líquida cresceu 160% no período, para US$ 1,2 bilhão, enquanto a receita total atingiu US$ 1,4 bilhão, expansão de 184% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado por aumento de 87% nas vendas de petróleo e valorização de 45% do Brent frente ao 2T25.
O EBITDA ajustado, calculado sem o efeito do IFRS 16 (norma contábil de arrendamentos), somou US$ 879 milhões, alta de 218% sobre o mesmo trimestre de 2025.
No lado dos custos, o lifting cost (custo de extração por barril) caiu 5% frente ao trimestre anterior, para US$ 8,9 por barril, e recuou 36% na comparação anual, quando estava em US$ 13,8 por barril. A melhora reflete a otimização das operações do campo de Peregrino, assumido pela Prio em novembro de 2025, e a entrada em funcionamento dos quatro poços previstos no projeto Wahoo, concluído em junho deste ano.
A produção média foi de 172 mil barris de petróleo por dia no trimestre, com alta de 71% na comparação anual. O resultado financeiro, excluindo o IFRS 16, foi negativo em US$ 120 milhões, pressionado por maiores despesas de juros e operações de hedge.
Wahoo e o ciclo de colheita
Para o analista CNPI Bernardo Viero, da Suno Research, o trimestre marca uma virada na trajetória da companhia. “O período foi marcado pela conclusão do desenvolvimento de Wahoo, que atingiu sua capacidade plena de 40 mil barris por dia, pela alta do preço do Brent em meio ao conflito no Oriente Médio e por uma redução expressiva do lifting cost da PRIO, reforçando a disciplina operacional da companhia”, afirmou.
Segundo Viero, os resultados confirmam uma mudança de ciclo. “Os resultados do trimestre confirmam a tese de que a PRIO está entrando em uma fase de colheita após o pesado ciclo de investimentos dos últimos anos”, disse o analista.
Com Wahoo em capacidade plena e novos poços previstos para entrar em operação nos próximos trimestres, Viero avalia que a produção da Prio (PRIO3) deve seguir em alta. “Com Frade normalizado a partir de julho e o reservatório Isolado de Peregrino ganhando tração, a expectativa é de produção ainda mais forte no restante do ano, com reflexo direto nos resultados”, acrescentou.
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