O fundo de investimento imobiliário PORD11 encerrou abril de 2026 com resultado líquido de R$ 4,39 milhões, avanço de cerca de 20% frente ao mês anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas receitas operacionais da carteira, combinadas com ganhos de aplicações financeiras, o que sustentou a distribuição no período. Com base nesse resultado, o FII pagou R$ 0,098 por cota aos cotistas, mantendo a atratividade da renda mensal.
As receitas do mês somaram R$ 4,025 milhões provenientes dos ativos que compõem a carteira do PORD11, além de R$ 974 mil oriundos de aplicações financeiras de curto prazo. Em contrapartida, os gastos operacionais recorrentes totalizaram R$ 609 mil, refletindo uma estrutura de custos estável e sem eventos extraordinários relevantes que pressionassem o caixa.
Distribuição acumulada de R$ 1,175 por cota
Nos últimos 12 meses, a distribuição acumulada alcançou R$ 1,175 por cota. Considerando a cota-base de R$ 8,50, a rentabilidade corresponde a um dividend yield anual de 13,82%, indicador que posiciona o fundo de forma competitiva no universo de FIIs de crédito. Segundo a administração, a distribuição de dividendos do PORD11 equivale a IPCA + 9,64% em termos anualizados, reforçando o caráter real da renda.
Incluindo o gross-up de Imposto de Renda, a rentabilidade ajustada atinge IPCA + 11,99% ao ano, com duration médio de três anos e inflação acumulada até fevereiro de 2026. Ao final de abril, o fundo imobiliário PORD11 mantinha R$ 0,048 por cota em inflação acumulada ainda não distribuída, o que pode sustentar pagamentos futuros, dependendo do comportamento dos índices.
Entre os eventos do período, destacou-se o pagamento antecipado do CRI Smart Fit, que adicionou aproximadamente 2,56% do patrimônio líquido ao caixa. O movimento elevou a liquidez e aumentou a flexibilidade para novas alocações, mitigando riscos e criando espaço para capturar oportunidades no mercado secundário de crédito imobiliário.
Composição e alocação de carteira
Após essa entrada, o caixa passou a representar 26% do patrimônio líquido. Os CRIs corporativos em série única seguiram como principal classe, com 32% do PL do FII PORD11. Em seguida, os CRIs corporativos sênior e os CRIs pulverizados sênior tinham 10% cada, enquanto FIIs listados respondiam por 9% do portfólio.
O restante estava distribuído em 6% de CRIs pulverizados mezanino, 5% de CRIs pulverizados série única e 2% de operações corporativas subordinadas. Entre os indexadores, ativos atrelados ao IPCA representavam 32,8% da carteira, com taxa média de IPCA + 10,13% ao ano. Já as posições indexadas ao CDI somavam 28% do portfólio do PORD11, com retorno médio de CDI + 4,35% ao ano.
