O fundo imobiliário PORD11 iniciou o ano com receita de R$ 3,064 milhões em janeiro, ligeiramente abaixo dos R$ 3,313 milhões do mês anterior. Do total, R$ 2,846 milhões vieram dos ativos em carteira, enquanto R$ 955 mil decorreram do resultado financeiro. Com essa performance, o fundo aprovou pagamento de R$ 3,728 milhões, equivalentes a R$ 0,10 por cota, mantendo a disciplina na distribuição e no gerenciamento do caixa.
Nos últimos 12 meses, os dividendos do PORD11 somaram R$ 1,149 por cota, o que corresponde a um dividend yield anualizado de 14,00%, considerando a cotação de R$ 8,21. Esse patamar reforça a atratividade do fundo para investidores que buscam renda recorrente, especialmente em um cenário de taxas de juros ainda elevadas.
Ajustado pela inflação acumulada até novembro de 2025, o rendimento equivale a IPCA + 9,13%, podendo alcançar IPCA + 11,49% com aplicação do gross-up de IR, para uma duration estimada em três anos. Ao fim de janeiro, o PORD11 manteve R$ 0,075 por cota em inflação acumulada ainda não distribuída, oferecendo potencial de repasses futuros.
Movimentações e estratégia da carteira
A administração reforçou a alocação em crédito no mercado secundário, priorizando oportunidades com bom prêmio de risco. Entre as operações, destacou-se a compra do CRI Ânima, remunerado a CDI + 1,2%, que passou a representar 2,70% da exposição total, equilibrando duration e indexadores.
O fundo também aumentou a posição no CRI Hapvida, atrelado a IPCA + 10,5%, elevando o peso para 2,17% da carteira. Essa decisão amplia a proteção contra a inflação e diversifica a origem dos recebíveis, enquanto busca retorno real consistente.
Simultaneamente, houve expansão no CRI Patrimar, com taxa média de CDI + 2,9%, agora com 0,72% do patrimônio. Em contrapartida, o fundo PORD11 liquidou o CRI São Carlos, indexado a IPCA + 9,5%, equivalente a 2% dos ativos, realocando capital para posições mais alinhadas ao mandato atual.
A amortização integral do CRI Allegra Pacaembu liberou R$ 15,336 milhões (4,31% do PL), além de prêmios: R$ 0,0025 por cota já recebido e mais dois previstos para julho (R$ 0,0121) e dezembro (R$ 0,0127). Parte dos recursos foi direcionada para nova emissão do CRI Allegra, com prazo maior e CDI + 4,0%, posição que passou a representar 1,85% do patrimônio do fundo imobiliário PORD11.
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