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Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) lideram perdas do Ibovespa com queda do petróleo; entenda

Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação

Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação/Petrobras

As ações das petroleiras, como Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), operam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (15), pressionadas pelo forte recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorre após avanços nas negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Por volta das 12h50, os papéis da PRIO (PRIO3) recuavam 5,54%, a R$ 57,94, liderando as perdas do principal índice da bolsa brasileira. Na sequência apareciam Petrobras (PETR3), com queda de 4,5%, a R$ 44,11, e Petrobras (PETR4), que cedia 4,3%, a R$ 39,41.

Também apareciam entre as maiores baixas a PetroReconcavo (RECV3), que caía 3,48%, cotada a R$ 10,55, e a Brava Energia (BRAV3), com desvalorização de 2,52%, negociada a R$ 20,49.

No exterior, os contratos futuros do petróleo registravam forte queda. Por volta das 12h50, o Brent para vencimento em julho recuava 5,12%, negociado a US$ 82,86 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, também operava em baixa superior a 5%, atingindo os menores níveis em cerca de três meses.

Por que o petróleo está caindo?

O mercado de petróleo reage ao avanço de um acordo inicial entre Estados Unidos e Irã para encerrar as hostilidades na região e restabelecer a navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a passagem pelo estreito seria reaberta sem restrições. Paralelamente, autoridades iranianas sinalizaram que uma proposta de entendimento prevê a retomada do tráfego marítimo na região em até 30 dias.

Além disso, Estados Unidos e Irã devem formalizar um memorando de entendimento ainda nesta semana, em negociações mediadas pelo Paquistão. A perspectiva de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz reduziu o prêmio de risco geopolítico embutido nos preços da commodity, o que está impulsionando a queda das cotações internacionais e, consequentemente, pressionando as ações de empresas do setor de óleo e gás na bolsa brasileira, como é o caso da Petrobras (PETR4).

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