Petrobras (PETR4) anuncia investimento de US$ 450 milhões em monitoramento sísmico
A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou um investimento de cerca de US$ 450 milhões em um projeto de monitoramento sísmico no campo de Mero, na Bacia de Santos. A iniciativa, considerada a mais extensa do mundo nesse tipo de tecnologia, tem como objetivo ampliar a eficiência na produção de petróleo por meio do acompanhamento contínuo do comportamento dos reservatórios.
Na prática, a tecnologia funciona como um “ultrassom” do subsolo marinho, já que permite visualizar estruturas geológicas e o deslocamento de fluidos como óleo, gás e água. Com isso, a Petrobras consegue ter uma leitura mais precisa da dinâmica do reservatório ao longo do tempo.
Entenda o projeto de monitoramento anunciado pela Petrobras (PETR4)
O projeto utiliza o sistema conhecido como PRM (Permanent Reservoir Monitoring), que consiste na instalação de uma rede permanente de sensores sísmicos no leito marinho. Diferentemente dos métodos tradicionais, que captam dados de forma pontual, o PRM permite o monitoramento contínuo das áreas produtoras.
Com acesso a informações em tempo real, a Petrobras poderá otimizar a gestão do campo, direcionando melhor a perfuração de poços e aumentando o fator de recuperação de petróleo. A expectativa é que a tecnologia contribua para maximizar a produção sem necessidade de expansão relevante das operações, o que também ajuda a conter emissões.
A primeira etapa foi finalizada em março deste ano, com a instalação de mais de 460 quilômetros de cabos com sensores ópticos, cobrindo uma área de 222 km². Os primeiros dados devem ser coletados no segundo trimestre deste ano.
Já a segunda fase está em andamento e prevê a instalação de mais 316 quilômetros de cabos, ampliando o monitoramento em outros 140 km², incluindo as áreas dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4). A conclusão está prevista para 2027.
Inicialmente, os dados serão processados em computadores embarcados nas plataformas. No futuro, a Petrobras (PETR4) planeja transmitir essas informações via fibra óptica para suas bases em terra.