Petrobras (PETR4) domina ranking de empresas mais lucrativas da B3 no 2T26; veja a lista
A Petrobras (PETR3; PETR4) não apenas conquistou o primeiro lugar, como ficou com mais da metade do “bolo”. Com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, a estatal liderou as empresas mais lucrativas da B3 e ganhou, sozinha, mais que as outras nove integrantes do ranking somadas.
As dez companhias mais lucrativas da Bolsa registraram lucro conjunto de R$ 101,2 bilhões entre abril e junho, segundo levantamento da Elos Ayta. O resultado representa crescimento de 38,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Desse total, a Petrobras respondeu por 51,8%. Excluindo a petroleira, as outras nove empresas somaram R$ 48,8 bilhões, valor R$ 3,6 bilhões inferior ao resultado obtido individualmente pela estatal.
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Ranking das empresas mais lucrativas da B3
O levantamento considera o lucro líquido apresentado pelas companhias no segundo trimestre de 2026. Veja a classificação:
- Petrobras (PETR3; PETR4);
- Itaú Unibanco (ITUB4);
- Bradesco (BBDC4);
- Vale (VALE3);
- Itaúsa (ITSA4);
- BTG Pactual (BPAC11);
- Ambev (ABEV3);
- Braskem (BRKM5);
- Banco do Brasil (BBAS3);
- Santander Brasil (SANB11).
O Itaú manteve a segunda colocação, seguido pelo Bradesco. A Vale apareceu em quarto lugar, com lucro líquido de R$ 6,8 bilhões, apesar da queda anual de 43,3% no resultado.
Uma das surpresas foi a Braskem. A petroquímica saiu de prejuízo de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2025 para lucro de aproximadamente R$ 3,3 bilhões no mesmo período de 2026.
O que fez o lucro da Petrobras disparar?
O lucro da Petrobras avançou 97% na comparação anual. No segundo trimestre de 2025, a companhia havia registrado resultado de aproximadamente R$ 26,6 bilhões.
Segundo o comunicado oficial da Petrobras, o desempenho foi impulsionado pelos recordes operacionais na exploração e produção de petróleo e no refino.
A produção própria de óleo no Brasil alcançou 2,7 milhões de barris por dia, crescimento de 15% em um ano. O parque de refino operou com fator de utilização de 101%, enquanto o fluxo de caixa operacional subiu 46%, para R$ 61,8 bilhões.
“O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras.
A companhia também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período.
Bancos dominam a lista, mas perdem espaço
Embora a Petrobras tenha concentrado a maior parcela do lucro, o setor financeiro colocou seis representantes no top 10: Itaú, Bradesco, Itaúsa, BTG Pactual, Banco do Brasil e Santander.
Juntas, essas instituições lucraram R$ 35,2 bilhões, avanço anual de 9,9%. Mesmo assim, a participação dos bancos no lucro total do ranking caiu de 43,8% para 34,8%.
Petrobras, Vale, Ambev e Braskem, por sua vez, somaram R$ 66 bilhões. O resultado das quatro companhias não financeiras cresceu 60,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Os números revelam que o avanço do lucro das maiores empresas da Bolsa ficou bastante concentrado. Dos R$ 28 bilhões acrescentados ao resultado do top 10 em um ano, quase R$ 9 de cada R$ 10 vieram da Petrobras. Assim, entre as empresas mais lucrativas da B3, a estatal não apenas ocupou o primeiro lugar: superou, individualmente, o lucro combinado das outras nove integrantes da lista.