Ouro renova recorde e fica acima de US$ 5,3 mil: entenda o motivo da alta
Não é só o Ibovespa que vem renovando máximas históricas. O ouro disparou na quarta-feira (28) e ficou acima de US$ 5, mil pela primeira vez na história. Esta foi a sétima sessão seguida de alta do metal.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, os contratos futuros do ouro para fevereiro dispararam 4,35% na sessão de ontem, a US$ 5.303,60 por onça-troy.
Nos últimos 12 meses, os contratos futuros do ouro acumulam uma variação positiva superior a 92%, em meio a um momento de intensificação de incertezas geopolíticas.
Além disso, a cotação da prata também tem acompanhado o bom momento. Na sessão de ontem, os contratos futuros do metal para março subiram 7,15%, a US$ 113,53 por onça-troy.
Por que o ouro está subindo?
A cotação do ouro tem avançado em meio ao aumento das tensões globais e à busca por ativos de proteção em um cenário marcado por incertezas geopolíticas e macroeconômicas. Esse movimento reforça o papel do metal como reserva de valor em momentos de maior aversão ao risco.
De acordo com um relatório divulgado pelo Goldman Sachs, as preocupações com a trajetória fiscal e a incerteza política no Japão também têm pressionado os preços do ouro. Para o banco, esses riscos em uma das principais economias desenvolvidas elevam a demanda pelo metal, embora os níveis atuais tornem o ponto de entrada mais incerto para investidores táticos.
Os analistas avaliam que uma eventual resolução dos fatores geopolíticos e fiscais poderia provocar uma correção temporária nos preços. Por outro lado, qualquer novo aumento desses riscos tende a sustentar uma consolidação ou até levar o ouro a patamares mais elevados.
No longo prazo, o Goldman mantém uma visão construtiva para o ouro, impulsionada principalmente pelas compras estruturais de bancos centrais de mercados emergentes. O cenário-base do banco prevê o metal em US$ 5.400 por onça-troy até dezembro de 2026, com viés altista caso haja maior diversificação de portfólios pelo setor privado.