Oncoclínicas (ONCO3) dispara mais de 50% após proposta com Fleury e Porto

As ações da Oncoclínicas (ONCO3) estão disparando mais de 50% na tarde desta segunda-feira (23), enquanto os investidores repercutem um possível acordo entre a empresa e duas outras gigantes: Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3).

Na semana passada, os investidores repercutiram o anúncio de negociações entre a Oncoclínicas e a Porto para a criação de uma nova empresa. Nesta segunda-feira, no entanto, a Fleury comunicou que assinou um acordo não vinculante para se juntar à operação. 

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Entenda as negociações entre Oncoclínicas (ONCO3), Porto e Fleury

A proposta em discussão prevê a criação de uma nova empresa que concentraria parte relevante das operações da Oncoclínicas, especialmente as clínicas especializadas em tratamento oncológico.

Segundo os comunicados divulgados pelas companhias, cerca de 150 clínicas de tratamento de câncer seriam transferidas para essa nova estrutura.

Junto com os ativos operacionais, a NewCo também assumiria parte da dívida da Oncoclínicas, em um montante que pode chegar a R$ 2,5 bilhões. Esse valor inclui obrigações relacionadas a aquisições realizadas no passado, débitos tributários, compromissos com fornecedores e outros instrumentos de endividamento financeiro.

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Por outro lado, alguns ativos estratégicos ficariam fora da transação. Entre eles estão os hospitais da companhia e a operação internacional na Arábia Saudita, que permaneceriam diretamente sob o controle da Oncoclínicas.

Do lado dos novos parceiros, a proposta prevê a entrada de capital novo na operação. Com isso, Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3) investiriam conjuntamente R$ 500 milhões na nova empresa por meio de uma holding da qual seriam os únicos acionistas, estrutura que lhes daria o controle da NewCo (nova empresa). As participações de cada empresa no capital da holding e as regras de governança ainda não foram divulgadas.

Além do aporte inicial, a estrutura prevê a emissão de debêntures conversíveis em ações, no valor total de R$ 500 milhões. Esses títulos teriam prazo de 48 meses, remuneração equivalente a 110% do CDI e poderiam ser convertidos em ações da nova companhia a partir do 36º mês, ou antes em caso de um evento de liquidez.

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As debêntures poderiam ser subscritas pela própria holding, pela Porto ou pelo Fleury. A Oncoclínicas também teria o direito de participar da operação, com a possibilidade de adquirir até 30% do volume total desses papéis, o que poderia permitir à empresa manter uma participação na nova estrutura ao longo do tempo.

Operação ainda depende de aprovações

Apesar do avanço nas negociações, as companhias destacam que o acordo assinado tem caráter não vinculante. A conclusão da operação ainda depende de etapas como a realização de auditoria na Oncoclínicas, aprovações internas das empresas envolvidas e a assinatura dos documentos definitivos.

A Oncoclínicas (ONCO3) também concedeu à Porto e ao Fleury um período de exclusividade de 30 dias, contado a partir de 13 de março, para negociar os termos finais da potencial transação.

Giovanna Oliveira

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