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Oncoclínicas (ONCO3) derrete mais de 24% após temores de recuperação

Oncoclínicas (ONCO3)

Oncoclínicas (ONCO3). Foto: Divulgação

As ações da Oncoclínicas (ONCO3) estão operando em forte queda nesta quinta-feira (28), em meio ao aumento das preocupações do mercado com a situação financeira da companhia e os temores envolvendo uma possível recuperação extrajudicial. Por volta das 16h, os papéis da empresa derretiam 24,57%, negociados a R$ 1,32.

A pressão sobre os ativos voltou a ganhar força após a Oncoclínicas informar ao mercado que ainda não há definições sobre eventuais negociações envolvendo capitalização, alongamento de dívidas ou acordos com credores. O movimento esfriou parte das expectativas de investidores que apostavam em uma solução rápida para reforçar o caixa da empresa.

Nos últimos dias, os investidores acompanharam a repercussão da notícia de que a gestora MAK Capital, acionista da companhia, poderia participar de um aporte de cerca de R$ 500 milhões na Oncoclínicas. A expectativa ajudou as ações a se recuperarem no pregão anterior, mas a empresa afirmou não ter conhecimento de uma proposta formal nesse sentido.

Além disso, a companhia confirmou que avalia alternativas relacionadas a uma possível recuperação extrajudicial, embora tenha ressaltado que nenhuma decisão foi tomada até o momento.

Em abril deste ano, a Oncoclínicas (ONCO3) ajuizou uma ação de tutela cautelar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para suspender o vencimento antecipado de dívidas, como forma de se proteger de cobranças imediatas.

O que está por trás da crise da Oncoclínicas (ONCO3)?

Desde o IPO, realizado em 2021, a Oncoclínicas passou por um forte ciclo de expansão, marcado por aquisições e crescimento acelerado da operação. O movimento ampliou a presença da companhia no setor de oncologia, mas também elevou o nível de endividamento e aumentou a complexidade financeira do grupo.

Nos últimos meses, a percepção de risco em torno da empresa se intensificou após mudanças na estrutura de governança, captações emergenciais de recursos e a entrada de novos nomes ligados a credores no conselho de administração.

O balanço do primeiro trimestre de 2026 ampliou ainda mais as preocupações do mercado. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões entre janeiro e março, além de fluxo de caixa operacional negativo de R$ 153,1 milhões no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Oncoclínicas também ficou negativo em R$ 49,2 milhões, revertendo o resultado positivo registrado no mesmo intervalo do ano passado.

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