NUIF11 avança 0,79% com ajustes e dividendos robustos

O FI-Infra NUIF11, administrado pela Nu Asset, encerrou fevereiro com desempenho positivo, mesmo em um cenário de maior volatilidade no crédito incentivado. O mês foi marcado por ajustes nos preços dos títulos, em contraste com a forte compressão de spreads observada em janeiro. A dinâmica reforça a resiliência do fundo diante de movimentos de mercado mais intensos.

Com ganho de 0,79% no período, o NUIF11 foi favorecido pelo carregamento da carteira e pela seleção de ativos. A equipe de gestão destacou que o fluxo para o mercado permaneceu positivo, com elevada demanda nas ofertas primárias, criando um ambiente propício para alocações mais seletivas e disciplinadas.

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A participação em emissões relevantes, como as da Sabesp e da Axia, reforçou o pipeline do portfólio de debêntures incentivadas. Em paralelo, o fundo realizou a venda da posição em Desktop, decisão motivada pelo enfraquecimento das tratativas de M&A com a Claro, reduzindo assim a exposição a potenciais assimetrias de risco.

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Destaques

  • O principal detrator foi o componente de spread e trading, com impacto negativo de 0,84%, refletindo a reabertura dos prêmios de crédito. Por outro lado, a queda nas taxas das NTN-Bs contribuiu positivamente, adicionando 0,83% à performance e ajudando a mitigar o efeito adverso do crédito.
  • O fundo manteve 11,9% do patrimônio em posição líquida, nível considerado adequado para capturar oportunidades em janelas atrativas sem pressionar a alocação. A gestão segue focada em aprimorar o portfólio, buscando equilíbrio entre risco e retorno em um ambiente de spreads mais interessantes.

Para os cotistas, o NUIF11 anunciou distribuição de R$ 1,15 por cota, com liquidação em 13 de março. O valor implica dividend yield anualizado de aproximadamente 15,5%, considerando o preço da cota em 27 de fevereiro, patamar competitivo frente a alternativas de renda fixa.

No acumulado de 12 meses, a distribuição somou R$ 14,20 por cota, equivalente a cerca de 134% do CDI, incluindo o gross up do imposto de renda. A combinação de rendimento corrente e disciplina na alocação respalda a tese do FI-Infra como instrumento de diversificação em crédito isento.

Em perspectiva, a administradora mantém a atenção em emissões primárias de qualidade, priorizando prêmios ajustados ao risco. A atuação ativa na construção da carteira e o colchão de liquidez indicam continuidade da estratégia, com ênfase em seleção criteriosa, gestão de duration e diversificação setorial no FI-Infra.

Redação Suno Notícias

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