O Nubank (ROXO34) anunciou nesta segunda-feira (20) a aquisição do Banco Porto Real de Investimentos S.A., instituição financeira do Rio de Janeiro, com o objetivo de manter o uso do termo “bank” em sua marca.
Fundado em 1992, o Banco Porto Real atua na concessão de crédito para clientes de atacado, como grandes empresas. Os valores da operação não foram divulgados pelo Nubank.
A compra ainda depende da aprovação do Banco Central do Brasil (BC). Com o movimento, o Nubank passa a cumprir as exigências da Resolução Conjunta nº 17, editada pelo BC em conjunto com o Conselho Monetário Nacional (CMN), que regula o uso de termos como “banco” e “bancário” por instituições sem autorização específica para atuar nessa modalidade.
Nada muda para os clientes do Nubank (ROXO34)
Assim que a aquisição for concluída, a licença bancária do Banco Porto Real se somará às demais licenças que o Nubank já possui: Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).
Segundo o Nubank, a inclusão da nova licença ao conglomerado prudencial da Nu Pagamentos S.A. não gera exigências adicionais de capital ou liquidez para o grupo.
Para os 115 milhões de clientes da instituição no Brasil, nada muda. O aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome do Nubank permanecem os mesmos.
Em nota, o fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, afirmou que o Brasil segue como o principal foco da companhia. “O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala”, disse.
Em março deste ano, o Nubank (ROXO34) se filiou à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), pouco depois de se consolidar como a maior instituição financeira privada do país em número de clientes. Para 2026, a companhia também anunciou um plano de investimentos de R$ 45 bilhões no mercado brasileiro, valor quase duas vezes maior do que a soma dos dois anos anteriores.
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