Movida (MOVI3) recua mesmo após alta de 64% no lucro do 4T; entenda
As ações da Movida (MOVI3) estão operando em forte queda nesta terça-feira (24), primeira sessão após a divulgação do balanço de resultados do quarto trimestre de 2025 da companhia. Por volta das 16h, os papéis da empresa caem 2,73%, a R$ 12,81.
Apesar da queda das ações, a Movida apresentou resultados majoritariamente positivos nos três últimos meses do ano passado. Entre outubro e dezembro, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 102,3 milhões, alta de 64,5% frente ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado de 2025, o lucro líquido da Movida ficou em R$ 318,4 milhões, alta de 37,5% na comparação anual.
O resultado reportado no quarto trimestre veio acima do guidance proposto pela companhia, que variava em uma faixa entre R$ 75 milhões a R$ 90 milhões para os três últimos meses do ano.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) foi de R$ 1,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, com alta de 19,8% na comparação anual.
BTG vê números sólidos, mas já precificados
Apesar dos resultados positivos, os analistas do BTG Pactual destacaram que boa parte dos números já eram esperados pelo mercado e já estavam precificados, o que explica a ausência de uma reação positiva do mercado.
Em relatório divulgado após a publicação do balanço, os analistas destacaram que a Movida entregou um quarto trimestre sólido. Segundo o banco, o desempenho operacional da companhia permaneceu firme, com destaque para a combinação de preços mais altos e níveis elevados de ocupação da frota, o que sustentou as margens da empresa no período.
Ainda assim, os analistas ressaltam que a principal surpresa positiva do resultado veio do guidance para o início de 2026. “A companhia também divulgou seu guidance para o primeiro trimestre, esperando lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões”, afirmam.
Na avaliação do banco, a perspectiva reforça a continuidade da melhora operacional da companhia. “Esse desempenho de resultado reforça a visão de contínua melhora de margens e ganhos de eficiência, à medida que a empresa mantém sua agenda mais ampla de crescimento sustentável”, destaca o relatório.
Diante desse cenário, o BTG manteve recomendação de compra para as ações da Movida, citando o momento operacional sólido da empresa, com preço-alvo de R$ 12. No entanto, os analistas ponderam que, no curto prazo, o desempenho dos papéis ainda deve continuar sensível ao cenário macroeconômico e às perspectivas para a trajetória de juros.