Ícone do site Suno Notícias

JPMorgan lidera, Goldman dispara: quem venceu entre os bancões dos EUA?

JP Morgan

JP Morgan Foto: Divulgação

A temporada de resultados dos grandes bancos americanos começou como um placar de campeonato: teve gigante confirmando favoritismo, surpresa disparando no ataque e concorrentes mostrando força em nichos diferentes. No 2T26, o JPMorgan (JPMC34) ficou com a liderança geral, mas o Goldman Sachs (GSGI34) entregou o maior salto entre os cinco bancões analisados pela Suno Research.

Segundo relatório especial da casa, J.P. Morgan, Bank of America (BOAC34), Wells Fargo (WFCO34), Citigroup (CTGP34) e Goldman Sachs superaram as expectativas no segundo trimestre de 2026, com receitas em alta, inadimplência sob controle e provisões consideradas folgadas.

Na comparação direta, o JPMorgan (JPMC34) foi o banco mais completo do trimestre. A instituição teve a maior receita, o maior lucro líquido, o melhor retorno sobre patrimônio tangível e o melhor índice de eficiência do grupo.

Já o Goldman Sachs (GSGI34) chamou atenção pelo ritmo de crescimento. O banco de investimento quase dobrou o lucro na comparação anual, impulsionado por banco de investimento e mercados globais.

Quem venceu o 2T26?

O JPMorgan (JPMC34), maior banco dos Estados Unidos, registrou receita de US$ 57,3 bilhões no 2T26, alta de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido chegou a US$ 21,2 bilhões, avanço de 41%.

Além do tamanho absoluto dos números, a qualidade dos indicadores também colocou o banco na frente. O ROTCE ficou em 29%, o maior entre os cinco bancos analisados. O índice de eficiência foi de 48%, também o melhor do grupo, lembrando que, nesse indicador, quanto menor o número, melhor.

De acordo com a Suno Research, mesmo desconsiderando o ganho pontual com ações da Visa, o ROTCE do JPMorgan ainda seria de 23%, patamar considerado sólido. O banco também devolveu US$ 10,2 bilhões aos acionistas no trimestre.

O Goldman Sachs (GSGI34), por sua vez, foi o destaque em aceleração. A receita subiu 53%, para US$ 20,4 bilhões, enquanto o lucro líquido avançou cerca de 80%, para US$ 6,4 bilhões.

O resultado foi puxado por uma melhora forte em banco de investimento, com alta de 55%, e em formação de mercado, com avanço de 61%. Segundo a Suno Research, todas as linhas de receita do Goldman Sachs cresceram no trimestre.

No comparativo com os demais, o Bank of America (BOAC34) também mostrou força, com receita recorde de US$ 31,6 bilhões e lucro líquido de US$ 9,1 bilhões, alta de 27%. A qualidade do crédito melhorou, com perdas líquidas em queda e provisões suficientes para cobrir o dobro desse nível.

O Wells Fargo (WFCO34) teve como principal destaque a disciplina de custos. O banco reduziu o quadro de funcionários de 213 mil para 197 mil, enquanto as despesas subiram apenas 2%. O lucro avançou 17%, para US$ 6,4 bilhões, e o ROTCE chegou a 17,7%.

Já o Citigroup (CTGP34) entregou, segundo a Suno Research, seu melhor trimestre em uma década. Todas as áreas de negócio cresceram, a receita líquida de juros avançou 13%, para US$ 17,1 bilhões, e o banco anunciou aumento de 12% no dividendo trimestral.

Bancões dos EUA lado a lado

BancoReceita no 2T26Crescimento da receitaLucro líquidoROTCEEficiência
JPMorgan (JPMC34)US$ 57,3 bi+28%US$ 21,2 bi29%48%
Bank of America (BOAC34)US$ 31,6 bi+15%US$ 9,1 bi17%59%
Citigroup (CTGP34)US$ 24,8 bi+14%US$ 5,4 bi13%57,4%
Wells Fargo (WFCO34)US$ 22,6 bi+9%US$ 6,4 bi17,7%60%
Goldman Sachs (GSGI34)US$ 20,4 bi+53%US$ 6,4 bi25,5%57,4%

Na leitura da Suno Research, o trimestre foi forte e generalizado. Os cinco bancos apresentaram receitas em alta, inadimplência baixa e provisões confortáveis, sinalizando que o sistema bancário americano segue lucrativo e bem capitalizado.

A disputa, porém, teve dois vencedores diferentes. O JPMorgan ficou com a liderança pelo conjunto da obra, enquanto o Goldman Sachs levou o prêmio de maior crescimento no trimestre.

Para o investidor, a mensagem é que os grandes bancos americanos chegaram ao 2T26 em boa forma, mesmo em um ambiente ainda marcado por juros elevados e incertezas sobre a economia dos Estados Unidos.

No placar final, o JPMorgan (JPMC34) segue como o nome mais forte entre os bancões dos EUA, mas o salto do Goldman Sachs (GSGI34) mostrou que a recuperação de banco de investimento e mercados globais também voltou a pesar na temporada de balanços.

Sair da versão mobile