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IPCA desacelera para 0,67% em abril, mas inflação segue acima da meta

IPCA

IPCA. Foto: Pixabay

A inflação brasileira desacelerou em abril, mas continuou acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,67% no mês, abaixo da alta de 0,88% registrada em março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta terça-feira (12).

Apesar da desaceleração na comparação mensal, o índice ainda mostra pressão inflacionária acumulada. No ano, o IPCA registra alta de 2,60%, enquanto, em 12 meses, a inflação passou de 4,14% para 4,39%.

O resultado segue acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo – com um teto de 4,5%.

Além disso, o mercado financeiro segue revisando para cima as projeções para a inflação neste ano. No Boletim Focus do Banco Central nesta segunda-feira (11), a mediana das estimativas dos analistas para o IPCA de 2026 subiu de 4,89% para 4,91%. Esta foi a nona semana consecutiva de alta nas projeções para a inflação oficial.

Alimentos e saúde pressionam IPCA de abril

Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Alimentação e bebidas registrou a maior alta em abril, com avanço de 1,34% e impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA do mês. A alimentação no domicílio acelerou para 1,64%, puxada principalmente pelas altas da cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%).

Por outro lado, alguns alimentos apresentaram queda nos preços, como o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).

Outro destaque de pressão inflacionária foi o grupo Saúde e cuidados pessoais, que subiu 1,16% em abril. O movimento foi influenciado principalmente pelos produtos farmacêuticos, após a autorização do reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de 1º de abril.

Já o grupo Transportes desacelerou fortemente, passando de alta de 1,64% em março para apenas 0,06% em abril. O principal alívio veio das passagens aéreas, que recuaram 14,45% no mês. Além disso, as tarifas de ônibus urbanos e metrô também ajudaram a conter o índice em algumas capitais.

Mesmo assim, os combustíveis seguiram pressionando o IPCA. A gasolina subiu 1,86% no período e teve o principal impacto individual no índice do mês. O óleo diesel avançou 4,46%, enquanto o etanol teve alta de 0,62%.

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