B3 ganha primeiro ETF de terras raras com foco em minerais críticos

A Investo anunciou o lançamento do RARA11, primeiro ETF de terras raras e metais estratégicos listado na B3. O fundo replica o índice do VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF (REMX), negociado na Bolsa de Nova York, e reúne mais de 30 empresas globais ligadas à produção, ao refino e ao processamento de minerais considerados críticos para a economia mundial.

O novo ETF chega ao mercado em meio ao crescimento da demanda por matérias-primas utilizadas em setores como veículos elétricos, energia renovável, tecnologia e defesa. Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo de terras raras deverá crescer entre 50% e 60% até 2040, impulsionado principalmente pela eletrificação da economia e pela expansão das fontes renováveis de energia.

Além da demanda crescente, a oferta desses minerais enfrenta limitações estruturais. A abertura de novas minas e a expansão da capacidade de processamento podem levar entre sete e dez anos, enquanto a China concentra atualmente cerca de 90% da capacidade global de refino e separação desses materiais, cenário que elevou a importância geopolítica do setor.

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Nesse contexto, a Investo afirma que o RARA11 busca oferecer ao investidor brasileiro acesso a uma tese de investimento de longo prazo, baseada tanto na transição energética quanto no movimento global de diversificação das cadeias de suprimentos de minerais críticos.

Segundo a gestora, o ETF possui exposição a empresas localizadas em mercados como China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Brasil, Alemanha, França, Holanda e Cazaquistão, com rebalanceamento trimestral, exposição cambial ao dólar e taxa de administração de 0,5% ao ano.

ETF da Investo mira demanda crescente por minerais críticos

Diferentemente de fundos amplos do setor de mineração, o RARA11 adota uma estratégia conhecida como pure-play, exigindo que pelo menos 50% da receita das empresas integrantes esteja diretamente ligada às atividades de terras raras e metais estratégicos. O objetivo é evitar que a tese de investimento seja diluída por grandes conglomerados com operações em diferentes segmentos.

As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos médicos e sistemas de defesa. Entre os materiais presentes na cadeia produtiva estão elementos como neodímio, utilizado em motores de carros elétricos, ítrio e metais estratégicos como o lítio.

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De acordo com a IEA, a demanda específica por neodímio deve crescer cerca de 70% até 2030, enquanto a produção global ainda enfrenta restrições para acompanhar esse avanço, abrindo espaço para empresas posicionadas ao longo dessa cadeia produtiva.

Investidor terá acesso a setor estratégico da economia global

Para Cauê Mançanares, CEO da Investo, o lançamento amplia o acesso do investidor brasileiro a um segmento que tende a concentrar investimentos nas próximas décadas.

“O lançamento do RARA11 permite que o investidor brasileiro tenha acesso a uma tese estrutural de longo prazo, conectada à transição energética, à segurança das cadeias globais de suprimentos e ao avanço tecnológico mundial. Estamos falando de matérias-primas indispensáveis para setores que devem concentrar investimentos trilionários nas próximas décadas”, afirma.

Segundo a gestora, o ETF também busca capturar o movimento de Estados Unidos, União Europeia e Austrália para reduzir a dependência da China na cadeia global de minerais críticos, por meio de programas de incentivo à produção e ao processamento desses insumos.

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Como referência de desempenho, a Investo destaca que o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF (REMX) acumulou valorização de 123,7% nos últimos 12 meses, considerando dados até 19 de junho de 2026, enquanto o Ibovespa avançou 21,6% no mesmo período.

Por que investir em ETF?

Os ETFs, ou Exchange-Traded Funds, são uma opção de investimento cada vez mais popular devido às suas diversas vantagens. 

Uma das principais razões para investir em ETFs é a diversificação que eles proporcionam. Ao investir em um ETF, o investidor está adquirindo uma cesta de ativos que pode incluir ações, títulos de renda fixa, commodities, entre outros, o que ajuda a reduzir o risco em comparação com investimentos individuais.

Além disso, os ETFs são conhecidos por sua liquidez, pois são negociados na bolsa de valores. Os fundos de índice costumam ter taxas de administração mais baixas do que fundos de investimento tradicionais, o que pode resultar em uma rentabilidade maior a longo prazo. 

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Vinícius Alves

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