O IFIX fechou esta quarta-feira (11) em alta de 0,07%, aos 3.836,62 pontos, interrompendo a sequência de cinco quedas seguidas que pressionava o desempenho recente do índice. O movimento, ainda modesto, indica alguma recomposição de preços após sessões marcadas por maior cautela dos investidores.
Em comparação com a véspera, o avanço foi de 2,81 pontos, partindo dos 3.833,81 pontos registrados na terça-feira (10), quando os fundos imobiliários haviam recuado 0,25%. A abertura desta sessão ocorreu praticamente estável, a 3.833,82 pontos, refletindo um começo de pregão sem direcional claro.
No intraday, o IFIX oscilou entre a mínima de 3.833,78 pontos e a máxima de 3.839,08 pontos, sinalizando volatilidade contida e giro concentrado em papéis específicos. Esse comportamento sugere seletividade do mercado, com investidores focados em qualidade e liquidez.
Desempenho dos destaques do dia no IFIX
Entre as maiores altas, o URPR11 (Urca Prime Renda) liderou os ganhos, com valorização de 3,28%, fechando a R$ 38,44. O BROF11 (BRPR Corporate Offices) veio na sequência, subindo 2,52% e encerrando a R$ 60,98, em sessão de recuperação para ativos de lajes corporativas.
Do lado negativo, o CACR11 (AF Invest Recebíveis Imobiliários) figurou entre as maiores quedas, recuando 2,80% e terminando a R$ 77,50. Já o PVBI11 (VBI Prime Properties) registrou baixa de 2,31%, fechando a R$ 78,71, acompanhando o ajuste observado em parte do segmento de escritórios.
Para os próximos pregões, o IFIX pode seguir sensível a curvas de juros e indicadores de atividade, fatores que influenciam diretamente os preços e os rendimentos dos FIIs. Investidores acompanham distribuições de dividendos, vacância e revisões contratuais, elementos-chave para a precificação.
Apesar da alta moderada, o IFIX encerra o dia com tom mais construtivo, após semanas de pressão. A leitura do mercado aponta para maior seletividade, mas com espaço para recuperação gradual, à medida que fundamentos e resultados operacionais sustentem a atratividade do setor.
