Ibovespa renova recorde de fechamento com força de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3)
O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (14) com forte alta e renovou o recorde histórico de fechamento, mesmo após um dia de elevada volatilidade no mercado internacional. O principal índice da B3 avançou 1,96%, aos 165.145,98 pontos, após também renovar a máxima intradiária, aos 165.146,49 pontos. O giro financeiro foi robusto, somando R$ 65,5 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o índice.
A sessão começou com apoio firme do setor de energia, especialmente das ações da Petrobras, que chegaram a subir mais de 5% ao longo da tarde, sustentadas pela alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio. No entanto, perto do fechamento, a commodity virou para queda após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando maior tolerância com o Irã, o que reduziu o ímpeto do setor. Ainda assim, Petrobras ON fechou em alta de 3,63% e a PN, de 2,73%.
A acomodação do petróleo foi mais do que compensada pelo desempenho da Vale ON (+4,74%), principal papel do índice, além do avanço das ações de grandes bancos na reta final do pregão, com destaque para BTG Unit (+2,08%), Itaú PN (+1,10%) e Bradesco PN (+1,81%).
Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o ambiente externo foi de viés levemente negativo para ativos de risco, mas o Brasil apresentou desempenho relativo melhor.
“O Ibovespa subiu após duas sessões negativas, enquanto as bolsas americanas cederam, respondendo ao início da temporada de resultados e à espera de mais sinais do Fed”, afirmou.
Ela acrescenta que o Livro Bege reforçou a leitura de crescimento moderado da economia americana, com desaceleração na margem, mas sem sinais de recessão iminente, sustentando a expectativa de cortes graduais de juros, não agressivos.
Cotação do dólar hoje
O dólar comercial operou em alta moderada, refletindo cautela global. Nos Estados Unidos, os Treasuries de 10 anosgiraram em torno de 4,1% a 4,2%, devolvendo parte da alta recente, enquanto o movimento também sustentou a corrida por metais preciosos, com ouro e prata em máximas históricas.
Em Nova York, o pregão foi negativo:
- Dow Jones: -0,53%
- S&P 500: -0,53%
- Nasdaq: -1,00%
Altas e baixas do Ibovespa
Na ponta positiva, além de Vale e Petrobras, destacaram-se Bradespar (+4,32%) e TIM (+4,30%). No lado oposto, as maiores quedas ficaram com MRV (-5,34%), Rumo (-4,26%) e Marcopolo (-2,21%).
Mesmo com o ambiente externo mais instável, o Ibovespa conseguiu se descolar de Nova York e fechar o dia em máxima histórica, sustentado pelo peso das commodities, fluxo comprador e melhora na percepção de risco para ativos brasileiros.
Com Estadão Conteúdo