Ibovespa devolve parte do rali e recua forte com pressão em bancos e commodities

Depois de renovar máximas históricas na véspera, o Ibovespa mudou de direção nesta quarta-feira (4) e passou a corrigir parte dos ganhos recentes. O índice abriu estável, mas rapidamente entrou no vermelho e, por volta do fim da manhã, recuava mais de 1%, na casa dos 183 mil pontos, após ter fechado o dia anterior acima dos 185 mil.

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O movimento ocorre mesmo com abertura mais positiva em Nova York, mas com pressão sobre ações de tecnologia e commodities no exterior. No Brasil, o início da temporada de balanços e a volta de temores fiscais também pesam sobre os ativos.

O destaque corporativo ficou com Santander Brasil (SANB11), que divulgou lucro de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre, mas mostrou alta na inadimplência. A Unit do banco operava em queda, contaminando o setor financeiro. Entre os pesos-pesados, o contraponto vinha de Vale (VALE3), que subia levemente, enquanto o petróleo mais fraco limitava o desempenho de Petrobras (PETR3; PETR4).

“O movimento de alta do dólar é explicado, em grande medida, pelo fortalecimento da moeda americana no exterior, que pressiona divisas de países emergentes como o real”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Segundo ele, a piora do Ibovespa sinaliza um possível movimento de consolidação após o forte fluxo estrangeiro visto em janeiro.

Cotação do dólar hoje

O dólar avançava frente ao real, refletindo tanto o fortalecimento global da moeda americana quanto a realização na bolsa brasileira.

Fechamento das bolsas americanas (parcial):

  • Dow Jones: 49.501,30 pontos, alta de +0,53%
  • S&P 500: 6.882,72 pontos, baixa de -0,51%
  • Nasdaq: 22.904,58 pontos, baixa de -1,51%

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Maiores altas e baixas

Entre os principais movimentos, a queda de Santander (SANB11) puxava os bancos para baixo, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) também sentia a fraqueza do petróleo. No lado positivo, Vale (VALE3) conseguia sustentar leve alta, ajudando a limitar perdas mais amplas do Ibovespa.

Outras ações ligadas ao ciclo doméstico também recuavam, refletindo cautela com o cenário fiscal e com a temporada de resultados. O mercado ainda acompanha indicações para diretorias do Banco Central e novos dados da economia americana, que podem influenciar as expectativas para juros globais.

Assim, o Ibovespa passa por um dia de ajuste após a sequência de recordes, em um movimento visto como natural diante da forte valorização recente.

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Maíra Telles

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