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Ibovespa recua antes do Copom; Itaú (ITUB4) sobe após balanço

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (5) praticamente estável, em uma sessão marcada pela cautela antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O principal índice da B3 caiu 0,09%, aos 177.726,17 pontos, depois de chegar a superar novamente os 180 mil pontos durante o dia.

O índice oscilou entre a mínima de 177.690,45 pontos e a máxima de 180.194,51 pontos. O volume financeiro negociado somou cerca de R$ 18,2 bilhões. A expectativa predominante do mercado é de que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas as atenções estão concentradas principalmente no tom do comunicado.

Cotação do dólar hoje

Fechamento das bolsas americanas

Depois dos fortes ganhos registrados nas sessões anteriores, os índices americanos apresentaram desempenho misto. Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o movimento refletiu uma acomodação, especialmente entre as ações de tecnologia, que haviam avançado com mais intensidade no início de agosto.

Copom deixa mercado em compasso de espera

Para Perri, a decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual já está amplamente incorporada aos preços. O principal ponto de atenção será a possibilidade de o Banco Central manter aberta a porta para novos cortes nas próximas reuniões.

“A partir do momento que a gente teve não só a leitura do IPCA-15 qualitativamente muito melhor do que o esperado, mas também quantitativamente, além de outras leituras de inflação, a atividade econômica também mostrou perda de ímpeto”, afirma.

O economista destaca que a queda mais intensa do que o esperado da produção industrial reforçou a percepção de desaceleração da atividade. Com isso, o mercado passou a considerar a possibilidade de mais uma redução de 0,25 ponto percentual posteriormente, levando a Selic a 13,75% ao ano no fim de 2026.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

A RD Saúde (RADL3) liderou os ganhos, com alta de 5,87%, após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas. Na sequência, Embraer (EMBJ3) avançou 2,76%, Brava Energia (BRAV3) ganhou 2,64%, Totvs (TOTS3) subiu 2,26% e Klabin (KLBN11) teve valorização de 2,14%.

O Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,67%, após o mercado reagir positivamente aos números do segundo trimestre. Mesmo com a revisão de projeções, o banco manteve uma geração de receitas considerada forte. Santander Brasil (SANB11) subiu 1,31%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,29%.

Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3) caiu 5,69%, seguida por C&A (CEAB3), com baixa de 3,91%, Cosan (CSAN3), que recuou 3,46%, Marcopolo (POMO4), com perda de 3,12%, e Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 2,64%.

A Petrobras (PETR4) recuou 1,34%, enquanto PETR3 caiu cerca de 2%, mesmo com o petróleo próximo da estabilidade. Já Vale (VALE3) avançou 0,45%, acompanhando a valorização do minério de ferro.

Segundo Perri, o Ibovespa encontrou sustentação principalmente no Itaú e em empresas mais sensíveis ao comportamento dos juros, como RD Saúde e incorporadoras. O especialista avalia que o pregão foi dominado pelo cenário macroeconômico brasileiro e pela espera do comunicado do Copom.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de terça-feira (4), foi de 177.894,97 pontos, com queda de 0,06%.

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