O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (5) praticamente estável, em uma sessão marcada pela cautela antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O principal índice da B3 caiu 0,09%, aos 177.726,17 pontos, depois de chegar a superar novamente os 180 mil pontos durante o dia.
O índice oscilou entre a mínima de 177.690,45 pontos e a máxima de 180.194,51 pontos. O volume financeiro negociado somou cerca de R$ 18,2 bilhões. A expectativa predominante do mercado é de que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas as atenções estão concentradas principalmente no tom do comunicado.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: fechou em leve queda de 0,06%, cotado a R$ 5,128, após oscilar entre a mínima de R$ 5,099 e a máxima de R$ 5,134.
Fechamento das bolsas americanas
- Dow Jones: alta de 0,49%;
- S&P 500: queda de 0,17%;
- Nasdaq: baixa de 0,83%.
Depois dos fortes ganhos registrados nas sessões anteriores, os índices americanos apresentaram desempenho misto. Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o movimento refletiu uma acomodação, especialmente entre as ações de tecnologia, que haviam avançado com mais intensidade no início de agosto.
Copom deixa mercado em compasso de espera
Para Perri, a decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual já está amplamente incorporada aos preços. O principal ponto de atenção será a possibilidade de o Banco Central manter aberta a porta para novos cortes nas próximas reuniões.
“A partir do momento que a gente teve não só a leitura do IPCA-15 qualitativamente muito melhor do que o esperado, mas também quantitativamente, além de outras leituras de inflação, a atividade econômica também mostrou perda de ímpeto”, afirma.
O economista destaca que a queda mais intensa do que o esperado da produção industrial reforçou a percepção de desaceleração da atividade. Com isso, o mercado passou a considerar a possibilidade de mais uma redução de 0,25 ponto percentual posteriormente, levando a Selic a 13,75% ao ano no fim de 2026.
Maiores altas e baixas do Ibovespa
A RD Saúde (RADL3) liderou os ganhos, com alta de 5,87%, após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas. Na sequência, Embraer (EMBJ3) avançou 2,76%, Brava Energia (BRAV3) ganhou 2,64%, Totvs (TOTS3) subiu 2,26% e Klabin (KLBN11) teve valorização de 2,14%.
O Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,67%, após o mercado reagir positivamente aos números do segundo trimestre. Mesmo com a revisão de projeções, o banco manteve uma geração de receitas considerada forte. Santander Brasil (SANB11) subiu 1,31%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,29%.
Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3) caiu 5,69%, seguida por C&A (CEAB3), com baixa de 3,91%, Cosan (CSAN3), que recuou 3,46%, Marcopolo (POMO4), com perda de 3,12%, e Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 2,64%.
A Petrobras (PETR4) recuou 1,34%, enquanto PETR3 caiu cerca de 2%, mesmo com o petróleo próximo da estabilidade. Já Vale (VALE3) avançou 0,45%, acompanhando a valorização do minério de ferro.
Segundo Perri, o Ibovespa encontrou sustentação principalmente no Itaú e em empresas mais sensíveis ao comportamento dos juros, como RD Saúde e incorporadoras. O especialista avalia que o pregão foi dominado pelo cenário macroeconômico brasileiro e pela espera do comunicado do Copom.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de terça-feira (4), foi de 177.894,97 pontos, com queda de 0,06%.
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