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Ibovespa ganha fôlego com payroll, mas reduz alta em meio a ruídos fiscais e políticos

Ibovespa

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O Ibovespa aproveitou o alívio trazido pelo mercado de trabalho dos Estados Unidos para respirar nesta quinta-feira (2), mas terminou o pregão longe das máximas do dia. O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 0,64%, aos 172.787,62 pontos, após oscilar entre a estabilidade na abertura e a máxima de 174.425,69 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,57 bilhões.

A criação de apenas 57 mil vagas de trabalho nos Estados Unidos em junho, abaixo das expectativas do mercado, reduziu as apostas de que o Federal Reserve precisará elevar os juros ainda neste ano. O movimento impulsionou os ativos de risco pela manhã, mas o avanço perdeu força com a piora das bolsas americanas, o aumento das preocupações fiscais no Brasil e os novos ruídos políticos envolvendo as relações entre Brasília e Washington.

Cotação do dólar hoje

Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o mercado passou a enxergar um cenário mais favorável para ativos de risco após o payroll mais fraco, reduzindo a percepção de pressão por juros mais altos nos Estados Unidos. Para o especialista, esse ambiente pode favorecer uma retomada gradual do fluxo para mercados emergentes.

Fechamento das bolsas americanas

Os índices de Nova York encerraram em baixa, com investidores ajustando posições antes do feriado da Independência dos Estados Unidos e reavaliando os efeitos do payroll sobre a política monetária americana.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Entre os destaques positivos do pregão estiveram Banco do Brasil (BBAS3), Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e as transmissoras Taesa (TAEE11) e ISA Energia (ISAE4).

Já na ponta negativa, empresas ligadas ao petróleo perderam força ao longo da tarde, embora Petrobras (PETR4) tenha conseguido encerrar o dia no campo positivo, acompanhando um pregão marcado por maior volatilidade.

Apesar da recuperação desta quinta-feira, o mercado seguiu cauteloso. A melhora inicial proporcionada pelo payroll foi parcialmente anulada pela alta dos juros futuros, pelas incertezas fiscais e pelos ruídos políticos envolvendo as relações entre Brasil e Estados Unidos, fatores que continuam limitando um movimento mais consistente de valorização da Bolsa brasileira.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quarta-feira (1º), foi de 171.688,61 pontos, com queda de 0,20%.

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