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Ibovespa fecha a semana no azul, mas mostra sinais de cansaço após rali

Ibovespa. Foto Unsplash.

Ibovespa. Foto Unsplash.

O Ibovespa encerrou a primeira semana de fevereiro ainda no campo positivo, mas mostrando sinais de desaceleração depois da arrancada que levou o índice a recordes em janeiro. Nesta sexta-feira, o índice subiu 0,45%, fechando aos 182.949,78 pontos. Durante o pregão, oscilou entre 181.390,73 e 183.262,07 pontos, com giro financeiro de R$ 30,1 bilhões. No acumulado do ano, o Ibovespa avança 13,54%.

Ao longo do dia, o índice chegou a ensaiar maior força, mas passou boa parte da sessão “de lado”, mesmo com a combinação favorável de dólar em queda e juros futuros recuando. O desempenho mais morno refletiu uma espécie de fadiga após o forte fluxo estrangeiro que marcou janeiro.

Cotação do dólar hoje

O dólar caiu 0,63%, encerrando o dia cotado a R$ 5,2204, em movimento de ajuste após a recente valorização do real com a entrada de capital externo.

Fechamento das bolsas americanas:

Mesmo com a queda em Nova York, o câmbio e os juros domésticos mais comportados ajudaram a limitar a volatilidade local.

Maiores altas e baixas

Entre as blue chips, o principal suporte veio de Itaú (ITUB4), que avançou 2,70% e sustentou parte do desempenho do Ibovespa após a boa recepção ao seu balanço trimestral. Já Bradesco (BBDC3; BBDC4) caiu com força após aumento da inadimplência e frustração com o guidance, pressionando o setor financeiro.

No campo das commodities, Vale (VALE3) recuou 0,95%, acompanhando a queda do minério de ferro, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) também fechou em baixa, refletindo a oscilação do petróleo no exterior. Na ponta negativa do índice ainda estiveram CSN (CSNA3) e Cogna (COGN3).

Do lado positivo, ações ligadas ao ciclo doméstico se destacaram, como Direcional (DIRR3), Magazine Luiza (MGLU3) e B3 (B3SA3).

Para Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o recuo de commodities e a reação negativa ao balanço do Bradesco pesaram no dia. Ainda assim, o Ibovespa conseguiu fechar a semana no azul, mas agora depende de novos catalisadores — como balanços e cenário macro — para retomar o ritmo mais forte visto no início do ano.

Com Estadão Conteúdo

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