Ibovespa trava nos 188 mil e perde força após sequência de altas
O Ibovespa fechou praticamente estável nesta segunda-feira (6), com leve alta de 0,06%, aos 188.161,97 pontos, após um dia de oscilações moderadas e menor volume financeiro, em sessão marcada por cautela e falta de direcionadores mais claros.
O índice variou entre 187.811,25 pontos na mínima e 189.219,50 pontos na máxima, mas perdeu força ao longo da tarde. Ainda assim, conseguiu sustentar o quinto avanço consecutivo, embora com ganhos cada vez mais tímidos.
Ibovespa tem apoio de Petrobras, mas ritmo desacelera
O desempenho do Ibovespa voltou a ser influenciado pelas commodities. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram, acompanhando a leve alta do petróleo, com ganhos de até 1,64%.
Já a Vale (VALE3) caiu, em um dia sem referência do minério de ferro devido a feriado na China.
Entre os bancos, o desempenho foi misto, enquanto outros destaques positivos ficaram com Brava (BRAV3), Eneva (ENEV3) e Caixa Seguridade (CXSE3). Na ponta negativa, Braskem (BRKM5), Azzas (AZZA3) e Cyrela (CYRE3) lideraram as perdas.
- Maiores Altas
- Maiores Baixas
Apesar da sequência positiva, o movimento recente mostra perda de tração: nas últimas três sessões, os ganhos foram praticamente marginais.
Cotação do dólar hoje
O dólar à vista terminou o dia praticamente estável, refletindo um ambiente externo mais equilibrado e sem grandes fluxos direcionais.
No cenário internacional, os mercados operaram com pouca variação, enquanto os investidores seguem monitorando o ambiente geopolítico e seus impactos sobre inflação e juros globais.
Nos Estados Unidos, os principais índices tiveram leve alta:
- Dow Jones: +0,10%
- S&P 500: +0,20%
- Nasdaq: +0,30%
Segundo Fernando Bresciani, o mercado segue em compasso de espera: “Na Europa, as bolsas apresentam pouca variação, enquanto nos Estados Unidos há leve alta, refletindo a expectativa de um possível acordo entre EUA e Irã.”
Para o analista, o principal fator segue sendo a incerteza global: “Um eventual acordo tende a pressionar o petróleo para baixo, aliviar as taxas de juros, enfraquecer o dólar e impulsionar as bolsas.”
No curto prazo, o mercado segue sem direção clara, com investidores aguardando novos sinais mais concretos do cenário global — o que mantém o Ibovespa próximo da estabilidade, mesmo após sequência de altas.
Com Estadão Conteúdo