O Ibovespa encerrou as negociações desta sexta-feira (29) em alta de 0,26%, aos 141.422,26 pontos, atingindo o maior patamar histórico de fechamento do índice da B3. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 141.000,04 pontos e a máxima de 142.378,69 pontos, renovando o recorde intradia pela segunda sessão consecutiva. O volume financeiro do dia foi de R$ 23,2 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou ganho de 2,50%, seu quarto avanço semanal consecutivo, enquanto no mês registrou alta de 6,28%, o maior ganho mensal desde agosto do ano anterior. No ano, o índice sobe 17,57%.
“Notícias favoráveis do exterior, como o PCE, métrica de inflação preferida do Fed dentro do esperado, sustentam a expectativa de cortes de juros mais cedo, possivelmente em setembro nos Estados Unidos”, comenta Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos. Ele destaca o desempenho de papéis de consumo, mesmo em um dia mais pesado para setores como metais, como CSN (CSNA3 -1,55%), Usiminas (USIM5 -1,35%) e Gerdau (GGBR4 -0,77%). O índice de materiais básicos (IMAT) fechou em baixa de 0,18%.
Entre os destaques positivos da sessão estiveram Raízen (RAIZ4 +7,34%), Marfrig (MRFG3 +5,37%) e Magazine Luiza (MGLU3 +4,46%). No lado oposto, RD Saúde (RDOR3 -6,90%), Porto Seguro (PSSA3 -1,99%) e Prio (PRIO3 -1,84%) lideraram as perdas. Entre as blue chips, Petrobras ON (PETR3) e PN (PETR4) subiram 0,81% e 0,55%, respectivamente, enquanto Vale ON (VALE3) avançou 0,29%. Entre os maiores bancos, os ganhos variaram de 0,14% (Santander Unit) a 1,62% (Banco do Brasil ON).
Raízen se destacou após o anúncio de venda de duas usinas por R$ 1,54 bilhão. “É muito positivo para a empresa, que está bastante alavancada: os desinvestimentos são necessários para ajustar o nível de endividamento”, afirma Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital. Na contramão, papéis da Natura (NTCO3) recuaram, revertendo ganhos observados em sessões anteriores.
De forma geral, a semana foi marcada por máximas históricas para o Ibovespa, com o impulso vindo tanto do cenário externo favorável quanto da consolidação do índice acima das médias móveis, segundo Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos. Ele aponta que há suporte importante na faixa de 137 a 138 mil pontos, e que o índice pode buscar a região de 143,9 mil a 146,8 mil pontos no curto prazo.
“O índice superou uma resistência importante na região dos 141.300 pontos, o que reforça o viés positivo no curto prazo”, acrescenta Lucas Carvalho, head de Research da Toro Investimentos. Para Bruna Centeno, economista e advisor da Blue3 Investimentos, o Ibovespa conseguiu se destacar globalmente mesmo com incertezas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, demonstrando força do apetite por risco no mercado doméstico.
Cotação do dólar hoje:
O dólar comercial encerrou a sexta-feira (29) cotado a R$ 5,42, apresentando uma leve alta de 0,27% em relação ao dia anterior. No mês de agosto, a moeda americana acumulou queda de aproximadamente 3%, influenciada por expectativas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve dos Estados Unidos
S&P 500 (SPY): US$ 645,05 (-0,63%)
Dow Jones Industrial Average (DIA): US$ 456,09 (-0,15%)
Nasdaq 100 (QQQ): US$ 570,40 (-1,21%)CompreRura+3Mercado&Consumo+3Toro Investimentos Blog+3Yahoo Finanças
Maiores altas e baixas do Ibovespa
- Maiores Altas
- Maiores Baixas
Última cotação do Ibovespa
O Ibovespa encerrou as negociações da última quinta-feira (28) em forte alta de 1,44%, aos 141.208,95 pontos.
Com informações da Agência Estado