Semana do ESG

Fusão à vista? Hypera (HYPE3) está sendo disputada pela Eurofarma e Grupo NC

Fusão à vista? Hypera (HYPE3) está sendo disputada pela Eurofarma e Grupo NC
Hypera. Foto: Divulgação

A Hypera (HYPE3) está sendo disputada por rivais do mercado para uma possível fusão de seus negócios. Os rumores começaram com a potencial aquisição da companhia pela Eurofarma. Agora, há conversas sobre incorporação pelo Grupo NC, dono da EMS, do empresário Carlos Sanchez, de acordo com fontes ouvidas pelo Valor Econômico.

A Hypera é assessorada pelo Bank of America e o empresário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, e dono da empresa, contratou a BR Partners (BRBI11). A Eurofarma tem a assessoria do BTG Pactual (BPAC11), enquanto o grupo NC está com Itaú BBA e Safra.

O CEO da Hypera possui uma fatia de 21,38% na companhia e a holding Maiorem, do México, tem 36%. O grupo controlador tem acordo de acionistas, mas não há “poison pill” no estatuto da companhia. O valor de mercado da Hypera é próximo a R$ 23,8 bilhões.

Conforme a apuração do jornal, o grupo NC compraria a Hypera, dando saída aos acionistas minoritários, e tornaria Júnior e a holding acionistas da companhia resultante.

Entretanto, a preocupação do empresário Carlos Sanchez é sobre o nível de alavancagem para uma operação desse formato, mesmo com sinalização de crédito dos bancos.

Rumores de compra da Hypera já haviam feito o valor dos ativos aumentarem há alguns meses, e isso ocorre novamente em sessão de queda do Ibovespa hoje, com HYPE3 operando em alta de 6,34%, cotado a R$ 39,94, às 15h10. Essa movimentação encarece o negócio, o que pode levar ao grupo NC em direção a outras operações.

Detalhes sobre governança também estão sendo debatidos internamente. A intenção de Júnior era ter um assento no conselho de administração e um acordo de acionistas, o que incluiria os mexicanos, mas Sanchez resiste. O dono da Hypera não parece que vai desistir facilmente também, mas as fontes ouvidas pelo Valor garantem que isso pode ser pacificado.

Por outro lado, a Eurofarma não está tão interessada em ser uma empresa aberta agora, o que traz mais resistência ao modelo de incorporação. Porém, as conversas continuam. Na discussão com a companhia, Júnior e os mexicanos também ficariam na empresa resultante.

Em nota, a Hypera disse que “nega que tenha contratado banco para assessorá-la em processo de fusão e aquisição e que esteja conversando sobre fusão com empresas do setor.”

Victória Anhesini

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