Na lista proibida dos EUA, Huawei vê lucro encolher, receita subir e desafia: já é independente

O lucro líquido da chinesa Huawei Technologies no primeiro semestre do ano recuou para 37,05 bilhões de yuans (cerca de US$ 5,20 bilhões), ante 54,64 bilhões de yuans (cerca de US$ 7,65 bilhões) no mesmo período do ano anterior, segundo números divulgados nesta sexta-feira, 29, pela empresa. A receita, porém, avançou 3,9% na comparação anual, para 427,04 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 60 bilhões).

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O desempenho acontece sob o peso de sanções impostas por Washington desde 2019, quando a companhia foi incluída na chamada Lista Proibida Comercial, fator que ainda influencia diretamente seus resultados financeiros. Em outras palavras, mesmo com crescimento de receita, a empresa segue navegando sob restrições internacionais que remodelaram seu mercado.

Em fevereiro, a Huawei anunciou parceria com a SAIC, uma das maiores montadoras estatais da China, para lançar uma nova marca de veículos elétricos, ampliando sua atuação além do setor de telecomunicações. O movimento reforça a aposta da companhia em diversificação para enfrentar desafios impostos por barreiras externas.

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A Huawei divulga alguns números financeiros não auditados ao longo do ano e publica um relatório anual auditado mais detalhado a cada primavera local. No primeiro semestre, não forneceu dados segmentados por área de negócios.

Segundo o South China Morning Post, Tao Jingwen, presidente do Departamento de Gestão de Qualidade, Processos de Negócios e Tecnologia da Informação da Huawei, sinalizou que a empresa “já construiu um ecossistema totalmente independente dos EUA”. Para ele, o país já praticamente superou restrições tecnológicas impostas pelos americanos.

Com Estadão Conteúdo

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Redação Suno Notícias

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