O fundo imobiliário registrou forte atividade de negociação nesta quarta-feira (5). A cota recuou 1,02% e encerrou o dia a R$ 9,67, com giro aproximado de R$ 19,26 milhões, colocando o FII entre os mais líquidos da B3 naquele pregão.
A liquidez elevada tem se mantido nos últimos meses, o que favorece a execução de ordens por investidores institucionais e pessoas físicas, dada a maior facilidade para entrada e saída das posições.
Esse movimento ocorre enquanto o mercado acompanha a estratégia de expansão do portfólio logístico do fundo, com anúncios recentes de novas aquisições e ganhos de ocupação em imóveis da carteira.
Além do volume expressivo nesta sessão, o histórico recente indica avanço consistente na liquidez diária, em linha com o crescimento da base de cotistas e do interesse pelo FII.
Liquidez do GGRC11 se destaca no mercado
O desempenho em bolsa nesta quarta-feira (5) reforça a trajetória de maior negociação observada pelo fundo. A leitura do mercado tem considerado o pipeline de alocações, a execução de aquisições e a evolução operacional dos ativos logísticos, fatores que ajudam a sustentar a presença do FII entre os mais negociados da categoria.
O fundo imobiliário anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota em rendimentos aos cotistas, conforme comunicado ao mercado. Terão direito ao provento os investidores posicionados ao fim do pregão de 3 de agosto de 2026, data-base definida para a distribuição. O pagamento dos dividendos ocorrerá em 10 de agosto de 2026.
Tomando como referência o preço de fechamento da cota em 31 de julho, de R$ 10,03, o pagamento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,00%. Os rendimentos distribuídos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação vigente.
FII conclui aquisições de mais de R$ 510 mi
Em junho, o fundo finalizou uma série de movimentações na carteira. Houve a conclusão de quatro aquisições de galpões logísticos, a celebração de um acordo para venda de imóveis, reavaliação patrimonial positiva e avanços em sua estratégia institucional. No mês, o FII apurou resultado de R$ 23,37 milhões.
No total, as quatro aquisições somam cerca de R$ 510 milhões e ampliam a exposição a empreendimentos logísticos de alto padrão em Minas Gerais, São Paulo e Bahia. As operações foram realizadas, em grande parte, por meio de compensação de créditos da 11ª emissão de cotas.
Entre os destaques está a compra do Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões. O imóvel possui 38 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), está totalmente alugado para a Buiatte Transportes e Logística, operadora da Midea, e apresenta cap rate inicial estimado em 9,9% ao ano.
O FII também concluiu a aquisição do galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, em Minas Gerais, por R$ 96,5 milhões. O empreendimento permanece em construção, com entrega prevista para maio de 2027, e contará com renda mínima garantida durante o período das obras.
Além disso, houve a compra de uma participação de 39,25% no Condomínio Raposo/Sanca, ativo logístico com perfil last mile localizado em São Paulo, por R$ 121,3 milhões. O fundo ainda adquiriu um novo galpão no Polo Industrial de Camaçari (BA), por R$ 150 milhões, com cerca de 54 mil m² de ABL e renda mínima garantida durante 15 meses.
Esses movimentos reforçam a estratégia de expansão logística e diversificação geográfica do portfólio, com foco em contratos e estruturas que buscam previsibilidade de receitas, como a renda mínima garantida em fases de construção e estabilização.
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