GGRC11 fecha compra de ativo logístico por R$ 192,3 mi em SC

O fundo imobiliário GGRC11 assinou compromisso para adquirir um empreendimento logístico no condomínio Braspark, em Garuva (SC), em operação estruturada no modelo sale and leaseback. O investimento totaliza aproximadamente R$ 192,3 milhões e tem como objetivo assegurar receita previsível de longo prazo ao portfólio do fundo. A conclusão do negócio está condicionada ao cumprimento de requisitos específicos e tem previsão de fechamento até abril de 2026.

Localizado às margens da BR-101, o ativo oferece acesso direto ao Porto de Itapoá, um dos principais hubs de escoamento de cargas no Sul do país. A propriedade compreende os galpões B e C do complexo, com área bruta locável atual de cerca de 40,2 mil m² e potencial de expansão superior a 21 mil m², podendo atingir até 61,6 mil m² após as obras.

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O contrato de locação do GGRC11 foi estruturado para estabilidade e proteção de fluxo de caixa. O prazo é de 12 anos, com aluguel inicial de R$ 26,50 por m² e reajuste anual pelo IPCA, assegurando correção inflacionária. Em caso de rescisão antecipada, há multa equivalente ao valor integral dos aluguéis vincendos, além de garantias adicionais, reforçando a segurança do acordo.

Segundo o fundo, o empreendimento apresenta cap rate inicial projetado de 10,2% ao ano, patamar atrativo para o segmento. Durante o período de ampliação, haverá renda mínima garantida referente à área em desenvolvimento, mecanismo que reduz a exposição a riscos operacionais e suaviza a curva de maturação do ativo.

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Os custos de construção serão integralmente arcados pelos vendedores, sem necessidade de aportes extras pelo fundo, e contarão com garantia mínima equivalente a 23% do valor de aquisição enquanto durarem as obras. Esse arranjo transfere riscos relevantes de engenharia e execução para a contraparte, preservando o caixa do GGRC11.

Além disso, o negócio traz opção de compra de uma nova edificação, o Galpão D, no mesmo condomínio, o que pode ampliar a escala e a sinergia operacional do ativo. No histórico recente, o fundo pagou R$ 0,10 por cota em fevereiro de 2026, equivalente a dividend yield mensal de 0,97% sobre o preço de R$ 10,36 e algo como 11,58% em termos anualizados, mantendo atratividade para o cotista.

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Redação Suno Notícias

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