Gerdau (GGBR4) lucra mais de R$ 1 bilhão no 1T26 e aprova dividendos; veja os números
A Gerdau (GGBR4) atravessou um trimestre de aço ainda pressionado no Brasil, mas encontrou força fora de casa. A companhia encerrou o 1T26 com lucro líquido ajustado de R$ 1,0 bilhão, alta de 51,2% ante o 4T25 e de 33,6% na comparação anual, apoiada principalmente no desempenho da América do Norte.
A receita líquida somou R$ 16,7 bilhões, queda de 1,5% frente ao trimestre anterior e de 3,8% ante o 1T25. Já o EBITDA ajustado avançou para R$ 3,0 bilhões, crescimento de 24,6% sobre o 4T25 e de 23,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem EBITDA ajustada ficou em 17,7%, avanço de 3,7 pontos percentuais na comparação trimestral.
América do Norte segura o resultado da Gerdau
O grande motor do trimestre veio da América do Norte, que respondeu por cerca de 75% do EBITDA ajustado consolidado da companhia. O segmento registrou EBITDA ajustado de R$ 2,2 bilhões, alta de 22,9% ante o 4T25 e de 88,1% na comparação anual.
A produção de aço bruto na região cresceu 11,0% frente ao trimestre anterior, enquanto as vendas subiram 4,5%, impulsionadas pela retomada após a sazonalidade de fim de ano, maior demanda em construção não residencial, energia renovável e canal de distribuição.
No Brasil, o cenário foi mais difícil. A receita líquida caiu 12,7% ante o 4T25, para R$ 6,3 bilhões, em meio a menores volumes e preços pressionados. A Gerdau destacou o impacto da elevada penetração de aço importado, especialmente em aços planos, que atingiu média de 28,5% no trimestre.
Dividendos, recompra e caixa no radar
Além dos resultados operacionais, a Gerdau aprovou R$ 354,1 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,18 por ação. O pagamento será feito em 9 de junho de 2026, com base na posição acionária de 13 de maio. As ações passam a ser negociadas ex-dividendos em 14 de maio.
A companhia também informou avanço no Programa de Recompra 2026, com aproximadamente 21% das ações autorizadas já recompradas até abril, em um investimento de R$ 210,7 milhões. No trimestre, o fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 16 milhões, mesmo com consumo de capital de giro.
A dívida líquida encerrou o período em R$ 8,2 bilhões, com alavancagem de 0,74 vez EBITDA ajustado, nível considerado saudável pela companhia. Os investimentos em CAPEX somaram R$ 1,1 bilhão no trimestre, 27% abaixo do 4T25 e em linha com o guidance de R$ 4,7 bilhões para 2026.
“Ao longo do trimestre, seguimos executando nossa estratégia com foco no crescimento sustentável, na solidez financeira e na geração de valor para os acionistas”, afirmou a administração da Gerdau (GGBR4) no relatório de resultados.