Fundos imobiliários avançam com R$ 8,5 bi e base recorde
O segmento de fundos imobiliários movimentou R$ 8,5 bilhões em fevereiro na B3, com média diária de R$ 475 milhões, reforçando a retomada de liquidez no mercado. Entre os destaques do mês, o TRXF11 liderou o giro financeiro, refletindo maior interesse por ativos com contratos resilientes e gestão ativa. A amplitude da atividade sugere maior apetite por renda passiva e diversificação em ciclos de juros em queda.
O TRXF11 registrou média diária de R$ 25,9 milhões, equivalente a 5,4% do total negociado no mês. Em seguida, o XPML11 alcançou ADTV de R$ 23,3 milhões (4,9% do volume), amparado pela resiliência do varejo físico de alto padrão. Já o KNCR11 completou o pódio, com R$ 20,4 milhões por dia, ou 4,3% do total, beneficiado pela demanda por crédito imobiliário atrelado ao CDI.
No acumulado do bimestre, o mercado acelerou: o ADTV médio chegou a R$ 508 milhões para os fundos imobiliários, uma expansão de 49,8% frente à média de 2025. A combinação de inflação sob controle e curva de juros mais benignas tem favorecido a reprecificação dos ativos listados e impulsionado a participação de investidores.
H2: Fundos imobiliários ganham tração no bimestre Em fevereiro, a B3 contabilizou 432 fundos listados, somando patrimônio líquido próximo de R$ 200 bilhões. O montante supera com folga os R$ 166 bilhões do mesmo período do ano anterior, evidenciando a capacidade do mercado de captar recursos e ampliar a oferta de produtos. Para gestores, o ambiente abre espaço para emissões seletivas e rotação de portfólios em busca de eficiência.
A base de investidores também se expandiu, atingindo 3,076 milhões de CPFs, ante 2,787 milhões em fevereiro de 2025. O avanço indica maturação do segmento e maior compreensão dos benefícios de diversificação, isenção de IR sobre rendimentos para pessoa física e liquidez diária via bolsa.
As pessoas físicas mantiveram protagonismo no mês, respondendo por 47,3% do volume negociado e concentrando 73,6% da custódia dos fundos imobiliários. Esse perfil segue determinante na formação de preços e no sucesso das ofertas, ao mesmo tempo em que a presença institucional aumenta gradualmente, trazendo profundidade e estabilidade ao mercado.