O FII EXES11 manteve a distribuição de R$ 0,13 por cota referente ao resultado de junho, preservando o patamar dos meses anteriores. O pagamento equivale a um dividend yield mensal de 1,34% sobre a cota patrimonial e a um retorno acumulado de 17,13% nos últimos 12 meses. Desde o início do fundo, o desempenho soma 264% do IPCA e 203% do IFIX.
Em base anualizada, o dividend yield alcança 17,27%, de acordo com dados do fundo. A manutenção do valor de R$ 0,13 por cota há 18 meses consecutivos integra a estratégia de dar maior previsibilidade aos rendimentos dos cotistas.
Além das distribuições recorrentes, o EXES11 encerrou o período com reserva de lucro de R$ 0,06 por cota. Segundo a gestão, esse montante busca contribuir para a linearidade das distribuições futuras, reduzindo oscilações ao longo dos meses.
No acumulado de 12 meses, o fundo repassou R$ 1,56 por cota. Considerando a cotação de mercado de R$ 9,61 em 14 de julho de 2026, esse valor corresponde a um dividend yield de 16,2% no período, tomando como base o preço das cotas no secundário.
O resultado de junho somou aproximadamente R$ 1,81 milhão. A carteira permanece diversificada entre 20 ativos e nove segmentos, embora a estratégia mantenha participação relevante em operações de incorporação imobiliária, com foco em originação e avaliação de risco de crédito.
Crédito imobiliário concentra oportunidades no EXES11
De acordo com a gestão, o aumento da exposição à incorporação decorre do avanço das oportunidades identificadas no segmento. O movimento ocorre em um cenário de redução dos recursos provenientes da poupança, que historicamente figurava entre as principais fontes de financiamento para esses empreendimentos.
Entre as operações em carteira, destaca-se um CRI destinado ao financiamento do término de obras de um empreendimento vertical, remunerado a CDI + 5% ao ano, no montante de R$ 22,5 milhões. Outro CRI com a mesma finalidade paga IPCA + 12,25% ao ano e soma R$ 25,7 milhões. As duas emissões combinam exposição ao crédito imobiliário com indexadores distintos e níveis de remuneração diferentes.
O fundo também indica um pipeline de novas operações em negociação avançada. Entre elas, três CRIs voltados a incorporações residenciais, com remunerações entre CDI + 4% e CDI + 5,50% ao ano, ampliando a diversificação por emissor e estrutura.
Além dos CRIs, o pipeline contempla a aquisição de uma cota sênior de FII com exposição ao segmento logístico, com remuneração projetada de IPCA + 9,50% ao ano e volume de R$ 600 milhões, adicionando outra classe de risco à alocação.
EXES11 busca preservar patrimônio com distribuição
Na análise da gestora, a avaliação do desempenho também passa pela relação dos rendimentos com o patrimônio do fundo, e não apenas pela cotação de mercado. O objetivo é sustentar a distribuição sem comprometer a base patrimonial ao longo do tempo.
Em levantamento com 87 FIIs de recebíveis, considerando dados de 24 de março a 14 de julho de 2026, o EXES11 registrou yield de 16,0% sobre a cota patrimonial, com P/VP de 0,99. No mesmo recorte, o dividend yield calculado sobre a cota de mercado ficou em 16,2%.
Segundo a gestão, o yield patrimonial foi o maior entre os fundos analisados que negociavam com P/VP igual ou superior a 0,95. A combinação entre distribuição recorrente e preservação do patrimônio segue como diretriz para as próximas movimentações da carteira.
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