Entenda por que as ações do BRB (BSLI4) estão despencando 15%

As ações preferenciais do Banco de Brasília (BRB) (BSLI4) estão despencando mais de 13% na tarde desta segunda-feira (9). Por volta das 16h, os papéis da instituição financeira recuam 13,06%, a R$ 4,86.

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Por outro lado, os papéis ordinários do BRB, negociados sob o ticker BSLI3, estão avançando 5,85%, a R$ 4,34, no mesmo horário.

A dualidade da performance dos papéis da companhia acontece em meio a novas preocupações dos investidores com a governança da companhia, após a apresentação do plano de recomposição de capital para o Banco Master. O documento foi apresentado por conta das perdas da instituição financeira com o Banco Master.

Por que o mercado reagiu mal ao plano?

A reação negativa do mercado está ligada, principalmente, à falta de transparência do plano apresentado pelo BRB ao Banco Central. O banco confirmou a entrega do documento, mas não divulgou valores, prazos nem o impacto estimado no capital.

Além disso, parte das alternativas de recomposição envolve aporte do controlador, o governo do Distrito Federal (GDF), ou operações que podem alterar a estrutura de capital da instituição. Esse cenário tende a ser mais negativo para os detentores de ações preferenciais, que não têm direito a voto e costumam ser mais afetados por eventuais diluições.

Outro ponto de pressão é o temor de que as perdas sejam maiores do que o inicialmente admitido. Mesmo sem reconhecimento oficial de cifras, algumas declarações anteriores de autoridades, além do avanço das investigações, estão mantendo o mercado cauteloso.

Entenda a relação do BRB (BSLI4) com o Banco Master

A relação entre o BRB e o Banco Master ocorreu por meio de operações de compra de carteiras de crédito. Ao longo dos últimos anos, o banco distrital adquiriu volumes relevantes de ativos originados pelo Master, com o objetivo de expandir sua carteira e elevar a rentabilidade.

Essas operações passaram a ser questionadas após o avanço das investigações, que apuram se parte dos créditos adquiridos apresentava problemas de qualidade, superfaturamento ou até inexistência. Com a liquidação do Banco Master, aumentou a incerteza sobre a recuperação desses ativos.

Vale lembrar que o Banco Master teve a liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central no final do ano passado, após a identificação de irregularidades na gestão e fragilidades nos ativos do banco.

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Giovanna Oliveira

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