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Dólar beira R$ 4 e fecha em alta com corte na previsão do PIB

O dólar encerrou nesta sexta-feira em alta de 1,14%, negociado a R$ 5,326 na venda, batendo um novo record. Clique aqui para saber mais

O dólar encerrou nesta sexta-feira em alta de 1,14%, negociado a R$ 5,326 na venda, batendo um novo record. Clique aqui para saber mais

O dólar fechou esta quarta-feira (15) em alta de 0,513% , negociado a R$ 3,9962. As previsões de Produto Interno Bruto (PIB) negativo no 1º trimestre seja pelo IBC-Br que pelo IFI geraram essa alta da moeda norte-americana.

Nesta sessão, o dólar iniciou o dia em alta. Por volta das 9h15, o dólar registrava uma variação de 0,548% sendo negociado a R$ 3,9964. Durante o dia, a moeda dos EUA chegou a superar a cotação de R$ 4, mas no final do dia acabou reduzindo os ganhos sobre o real.

Confira o fechamento das principais moedas:

O Banco Central (BC) vendeu nesta segunda todos os 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, com US$ 10,089 bilhões que deverão vencer em julho.

IFI corta previsão de crescimento do PIB

Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado Federal, reduziu a estimativa de crescimento do PIB, de 2,3% para 1,8% neste ano. Em paralelo, a instituição projeta uma taxa Selic a 6,5% ao fim de 2019.

Para 2020, a expansão do PIB é estimada em 2,36% para 2,24% e a taxa Selic deve ficar em 7,5%. O dólar é projetado em R$ 3,99 no fim de 2019, e R$ 3,87 no fim do ano que vem.

Saiba mais: PIB: além de Itaú e Guedes, IFI também reduz projeção de crescimento 

“Mantidas as atuais condições da economia, com a recuperação esperada a partir deste ano e assumindo a trajetória de fechamento do hiato do produto no fim de 2021, um novo ciclo de aperto monetário poderá ter início em 2020, quando os juros básicos [Selic] devem alcançar 7,5% ao ano”, afirmou o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) da IFI, obtido pelo “Estado de S. Paulo”

Além disso, a IFI prevê que, mesmo com a aprovação da reforma da Previdência, os déficits primários persistirão até 2025.

Segundo a IFI, a dívida pública pode atingir 100% do PIB já em 2016, e não mais em 2030, como previsto anteriormente.

IBC-Br indica PIB negativo no primeiro trimestre

Os dados divulgados pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) nesta quarta mostram uma retração de 0,68% do PIB no primeiro trimestre de 2019. O indicador, divulgado pelo Banco Central, funciona como uma “prévia do PIB”.

Saiba mais: IBC-Br: prévia do PIB indica retração de 0,68% no 1º trimestre de 2019 

O recuo no crescimento da economia brasileira foi verificado entre janeiro e março de 2019 na comparação com o último trimestre de 2018. Contudo, se o período comparativo for com os primeiros três meses do ano anterior, o índice aponta um crescimento de 0,23%. No mesmo sentido, nos últimos doze meses também houve um aumento de 1,05%, de acordo com o IBC-Br.

Se a retração da economia for confirmada pela divulgação oficial do PIB, a queda será a primeira desde o final de 2016. Nessa época, o PIB caiu 0,6%, de acordo com o IBGE.

EUA X China

Na última terça-feira (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao banco central norte-americano, Federal Reserve (Fed), que reduzisse as taxas de juros. De acordo com Trump, essa medida ajudaria a vencer a guerra comercial com a China.

Saiba mais: Trump pede ao Fed que reduza taxas de juros para vencer guerra comercial 

De acordo com o pronunciamento feito pelo governo chinês, a China e os Estados Unidos concordaram em continuar as negociações.

Essa afirmação veio após o presidente americano confirmar que acreditava que as negociações em Pequim poderiam ter sucesso.

Saiba Mais: China diz que nunca vai se render à pressão dos EUA; entenda a guerra comercial

Na última sexta-feira (10) o presidente Donald Trump decidiu colocar em vigor o aumento nas tarifas alfandegárias sobre os produtos importados chineses.

Cenário externo negativo

Nesta manhã foram divulgados dados que mostraram uma queda inesperada de 0,2% nas vendas do comércio nos Estados Unidos em abril. Um resultado negativo que aumentou a cotação do dólar, considerado uma moeda-refugio em casos de incertezas como essas.

A moeda norte-americana estava sendo sendo impulsionada por dados que apontaram crescimento abaixo do esperado das vendas no varejo e na produção industrial da China no mês passado. O alívio chegou somente após a divulgação da notícia de que o governo chinês atuará com novas medidas de estímulo para sua economia.

BC vendeu swaps cambiais

O Banco Central vendeu nesta sessão 5.050 swaps cambiais tradicionais para rolagem do vencimento de julho. Em dez operações neste mês, o BC já rolou US$ 2,525 bilhões, de total de US$ 10,089 bilhões a expirar em julho.

Última cotação do dólar

Na última sessão, que aconteceu na terça-feira (14), o dólar caiu 0,085 %, sendo negociado a R$ 3,9758

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