CVC (CVCB3) reduz prejuízo no 4T25 e BBA reforça compra; veja preço-alvo

A CVC (CVCB3) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 3,6 milhões no quarto trimestre de 2025, uma melhora em relação à perda de R$ 12,8 milhões registrada no mesmo período de 2024. Apesar do avanço operacional, os resultados foram considerados fracos pelo Itaú BBA, embora a geração de caixa tenha sido uma surpresa positiva.

A receita líquida da CVC somou R$ 362,1 milhões no período, queda de 1,2% na comparação anual. Já as reservas confirmadas cresceram 6,7%, alcançando R$ 4,3 bilhões, enquanto as reservas consumidas avançaram 7%, para R$ 4,24 bilhões.

O desempenho operacional foi acompanhado por uma queda no take rate, indicador que mede a comissão média obtida nas vendas, que passou de 9,3% para 8,5%. Segundo a companhia, o movimento reflete principalmente o maior peso do segmento B2B no mix de vendas.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/03/Artigos-e-Noticias-Banner-Materias-01-Desktop_-1420x240-1-png.webp

Itaú BBA vê trimestre fraco, mas destaca geração de caixa

Na avaliação do Itaú BBA, os números do trimestre vieram abaixo do esperado, especialmente nas linhas de receita e rentabilidade, embora a geração de caixa tenha sido um dos pontos positivos do período.

“Resultado operacional fraco; a geração de caixa livre foi o lado positivo”, disseram os analistas em relatório.

De acordo com o banco, o desempenho foi pressionado principalmente pela operação B2C no Brasil e pelos resultados mais fracos na Argentina. Ainda assim, a geração de capital de giro surpreendeu positivamente e contribuiu para um fluxo de caixa melhor que o esperado.

“A geração de capital de giro consolidado foi o principal destaque positivo do trimestre”, destacam os analistas.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/03/Artigos-e-Noticias-Banner-Materias-02-Desktop_-1420x240-1-png.webp

Brasil cresce com B2B, enquanto Argentina pesa nos números

No Brasil, as reservas consumidas cresceram 11,5% na base anual, impulsionadas principalmente pelo segmento B2B, que avançou 22%. O desempenho foi apoiado pelos resultados das unidades Visual e RexturAdvance. Por outro lado, o segmento B2C teve crescimento mais modesto, de 2,2%, e enfrentou maior pressão competitiva, o que contribuiu para a queda do take rate.

“A queda no take rate nós atribuímos a um ambiente competitivo mais desafiador”, apontam os analistas.

Já a operação na Argentina teve desempenho mais fraco. As reservas consumidas caíram 8,6% na comparação anual, em meio a um cenário macroeconômico adverso no país.

“A Argentina apresentou desempenho fraco em meio a um ambiente macroeconômico desafiador”, afirmam os analistas.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/03/Artigos-e-Noticias-Banner-Materias-03-Desktop_-1420x240-1-png.webp

Vale a pena investir em CVCB3?

Apesar do trimestre mais fraco, o Itaú BBA manteve recomendação outperform, equivalente à compra, para as ações CVCB3.

O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 3,00 para o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização relevante em relação às cotações recentes.

Para os analistas, no entanto, o mercado deve continuar atento à capacidade da companhia de reduzir sua alavancagem em um cenário de competição mais intensa no Brasil e ambiente macroeconômico desafiador na Argentina.

“Acreditamos que os investidores vão monitorar de perto a capacidade da companhia de reduzir a alavancagem”, concluem os analistas, acrescentando que seguem com uma visão um pouco mais conservadora em relação à CVC (CVCB3) para o curto prazo.

Giovanna Oliveira

Compartilhe sua opinião

Semana do consumidor Suno:
As melhores ofertas do ano!

CONFERIR OFERTAS