O fundo imobiliário CPLG11 (Capitânia Logística Fundo de Investimento Imobiliário) aprovou nesta terça-feira (4) a realização de sua 6ª emissão de cotas, por meio de oferta pública que poderá captar até R$ 300 milhões. A operação seguirá o rito de registro automático da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), conforme comunicado divulgado em fato relevante.
Pelo cronograma da oferta, poderão ser emitidas até 27.700.832 novas cotas, ao preço de subscrição de R$ 10,84 por cota, valor que já contempla a taxa de distribuição primária. O fato relevante informa ainda que os atuais cotistas terão direito de preferência para manter sua participação, com fator de proporção de 0,49153514947, calculado sobre a posição na data-base a ser definida no anúncio de início da distribuição.
O documento destaca que a operação observará as regras do regulamento do fundo e da Resolução CVM 160. Não foram detalhados, nesta etapa, os ativos específicos a serem adquiridos com os recursos a serem levantados.
Fundo imobiliário detalha condições da oferta
A oferta prevê a possibilidade de distribuição parcial, condicionada a um montante mínimo de captação descrito nos documentos da emissão. Eventuais cotas não subscritas no período de preferência poderão ser destinadas aos investidores participantes da oferta pública, conforme as regras da distribuição.
Na prática, a nova captação ampliará a capacidade financeira do CPLG11 para avançar em sua estratégia de investimento no segmento logístico. Segundo o regulamento, o objetivo do fundo é gerar renda recorrente por meio da exploração comercial de galpões logísticos e, adicionalmente, buscar ganhos de capital com a compra e venda desses ativos.
Após a aprovação da 6ª emissão, o próximo passo é a divulgação do anúncio de início da oferta. Esse documento trará o cronograma detalhado, incluindo a data-base para o exercício do direito de preferência e as demais etapas da distribuição das novas cotas.
Portfólio logístico e fundamentos do mercado
O anúncio ocorre em um momento de expansão do portfólio do fundo. De acordo com o relatório gerencial de junho de 2026, o CPLG11 detém participação em três empreendimentos logísticos situados em São Paulo e no Paraná. Juntos, esses ativos somam aproximadamente 269,9 mil metros quadrados de área bruta locável, considerando a parcela do fundo.
Entre eles está o galpão CPLG SBC Imigrantes, em São Bernardo do Campo (SP), em operação e locado ao Mercado Livre. O portfólio inclui ainda dois projetos em desenvolvimento: um centro logístico em Jacareí (SP), também destinado ao Mercado Livre, e outro em São José dos Pinhais (PR), desenvolvido para a Amazon.
Segundo o relatório, a ocupação física e financeira dos ativos performados é de 100%, sem vacância. Aproximadamente 86% da receita contratada está atrelada a contratos atípicos, que costumam ter prazos mais longos e penalidades mais rigorosas em caso de rescisão antecipada.
Patrimônio líquido e dados recentes
Antes da nova emissão, o CPLG11 apresentava patrimônio líquido de cerca de R$ 610,6 milhões, valor patrimonial de R$ 10,84 por cota e valor de mercado próximo de R$ 638 milhões. Ao fim de junho, o fundo somava 5.504 cotistas, e as cotas eram negociadas a R$ 11,32 no encerramento daquele mês.
A gestão relata que os fundamentos do segmento logístico seguem favoráveis. O relatório gerencial aponta vacância em mínimas históricas nos galpões logísticos e demanda elevada por empreendimentos de padrão AAA, especialmente por empresas de comércio eletrônico. Essas observações refletem a avaliação da gestora sobre o mercado e não constituem projeções para a nova oferta.
Com a autorização para a sexta emissão, a definição do cronograma e dos demais procedimentos ocorrerá no anúncio de início da oferta pública, que também confirmará a data-base para o exercício do direito de preferência pelos cotistas.
