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Copel (CPLE6) muda política de dividendos e anuncia desdobramento de ações

Por volta das 15h35 desta segunda-feira, a ação da Copel (CPLE6) operava em alta de 6,51%, valendo R$ 6,71.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia, ou Copel (CPLE6), anunciou na noite desta quarta-feira (21), através de dois fatos relevantes, que seu Conselho de Administração aprovou em reunião a mudança de política de distribuição de dividendos e  o encaminhamento de uma larga proposta de reforma do Estatuto Social da Companhia à Assembleia Geral de Acionistas que inclui o desdobramento e conversão de ações, o que já vinha sendo discutido.

 

Em sua nova política de dividendos, a Copel afirma desejar dar mais transparência e previsibilidade ao fluxo de pagamentos dos proventos. Além disso, pretende aumentar a frequência de distribuição de uma vez ao ano para duas.

A companhia avaliará, antes de distribuir os pagamentos aos seus acionistas, sua alavancagem financeira (relação entre dívida líquida e Ebitda), seu caixa operacional e seu CAPEX.

• Alavancagem abaixo de 1,5x = distribuição de 65% do lucro líquido ajustado

• Alavancagem entre 1,5x e 2,7x = distribuição de 50% do lucro líquido ajustado

• Alavancagem acima de 2,7x = distribuição de 25% do lucro líquido ajustado

Por conta da nova política, a companhia se compromete a não ultrapassar a alavancagem de 2,7 vezes.

Companhia busca melhorar governança corporativa e dar mais poder a minoritários

A Copel deseja permitir a conversão de uma ação ordinária em uma preferencial do tipo B, e vice-versa. Já as novas ações unitárias seriam compostas por uma ação ordinária e quatro ação PNB. Além disso, o conselho propôs o desdobramento de ações na proporção um para dez.

Quanto à adesão ao nível dois de governança corporativa da B3, o conselho propôs um tag along de 100% para as ações ordinárias e preferencias, dando, dessa forma “um tratamento equitativo aos acionistas da companhia”. Os acionistas preferencialistas terão também direito ao voto em temas como transformação, incorporação, cisão ou fusão da Copel.

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Ainda no caminho de dar aos acionistas minoritários maior controle, a Copel quer garantir que o atual dispositivo do estatuto que obriga o acato da aplicação de reajustes tarifários relativos à energia elétrica sugeridos pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL, não possa ser alterado sem a aprovação da maioria dos acionistas preferenciais.

Mudança no nível de governança da Copel depende de follow on bem sucedido

A Copel propõe também aumentar de dois para três o número de membros eleitos pelos acionistas não controladores no Conselho de Administração e incluir um membro externo independente no Comitê de Auditoria Estatuário.

Além disso, a Copel quer instituir três comitês de auxílio ao Conselho de Administração para avaliarem e fazerem recomendações quanto a investimentos e inovação, ao desenvolvimento sustentável e à comunicação com acionistas minoritários.

A companhia enfatiza que já possui um robusto sistema de Governança Corporativa, o único entre as estatais com nota máxima no Programa Destaque em Governança das Estatais da B3.

A migração ao nível 2 de Governança Corporativa da B3 está condicionada à liquidação de oferta publica secundária de ações ou de UNITS do estado do Paraná, que pretende vende parte de sua fatia sem perder o controle da companhia, e do BNDESPar, que pretende vender até a integralidade da sua participação.

Atualmente, 31,1% do capital da Copel é do estado do Paraná, 24% do BNDESPAR, 0,6% da Eletrobras (ELET3) e 44,2% estão listados na bolsa.

A Copel realiza hoje, as 12h30, um encontro com acionistas e investidores em que esclarecerá dúvidas sobre as mudanças.

XP vê mudanças como positivas

A XP Investimentos, em relatório, afirmou ver as mudanças na Copel como positivas. Elas sinalizariam “avanços bem-vindos em governança corporativa que ganham ainda mais importância após a elevação da percepção de risco causada pela carta do Governo do Estado do Paraná”, afirmam.

A fala faz referência ao fato de que o governo do Paraná, na última semana, demandou que a companhia de energia elétrica efetuasse o pagamento de dividendos extraordinários ao estado, o que foi visto como negativo pelo mercado.

A XP vê como positiva também a nova política de dividendos da Copel, projetando, para 2020 e 2021, um dividend yield de 13,3%

 

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