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China promete cerco contra operações com bitcoin, para evitar riscos a sistema

Pequim tenta equilibrar crescimento econômico com política de 'covid-zero'

Economia da China desacelera no 3º tri, mas produção industrial e varejo surpreendem - Foto: Pixabay

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, instruiu o governo a intensificar o cerco contra operações com bitcoin, com objetivo de evitar que os riscos inerentes às criptomoedas comprometam todo o sistema financeiro.

 

Em comunicado, além de falar sobre o bitcoin, o premiê também defendeu a implementação de “reformas orientadas ao mercado” e a manutenção da estabilidade do yuan em um nível de equilíbrio.

Disse ainda que o país asiático trabalhará para se preservar de choques externos e responder à inflação importada.

“É necessário manter o bom funcionamento dos mercados de ações, dívida e câmbio, reprimir severamente as atividades ilegais de títulos e punir severamente as atividades financeiras ilegais”, acrescentou.

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Após a divulgação das orientações, o bitcoin passou a cair e, no início da tarde, recuava mais de 8%, a US$ 37.035.

Tesouro americano se movimenta sobre criptomoedas um dia após a China

Na última quarta-feira (19), a China proibiu bancos e empresas de serviços financeiros de hospedarem qualquer tipo de transação envolvendo as criptomoedas. O Bitcoin chegou a cair mais de 30%, apagando os ganhos acumulados em praticamente todo 2021.

Analistas de Wall Street já alertavam há algum tempo que reguladores do Tesouro e da Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) americana, estavam próximos a assumir um papel maior na regulamentação desses moedas digitais.

Hoje, o diretor da SEC, Gary Gensler, é, inclusive, um especialista em criptomoedas. Os comentários são de que é apenas uma questão de tempo até as normas surgirem: o endurecimento do controle a ativos como o Bitcoin e a Ethereum é pauta comum entre democratas e republicanos.

Com isso, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que está estudando medidas para aumentar seu controle dos mercados e das transações de criptomoedas, como o Bitcoin e a Ethereum. A ideia, segundo comentários, é que qualquer transferência superior ao valor de US$ 10 mil seja relatada à Receita Federal.

Com informações do Estadão Conteúdo

 

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