CCME11 tem resultado de R$ 6,8 milhões; FII aposta em novas oportunidades de crédito

O fundo imobiliário (FII) CCME11 apurou em julho resultado gerencial de R$ 6,8 milhões, equivalente a R$ 0,101 por cota. O desempenho refletiu o pagamento trimestral de juros de parte dos CRIs que compõem a carteira, segundo a administradora.

Em 17 de agosto, o fundo distribuiu R$ 0,086 por cota, mantendo os rendimentos dentro do guidance para o terceiro trimestre de 2026. Após esse pagamento, encerrou o período com R$ 8,1 milhões em resultados acumulados não distribuídos, ou R$ 0,12 por cota.

A gestão informou que o resultado de julho permaneceu alinhado à geração recorrente do portfólio. Destacou, ainda, que a reserva acumulada permite complementar os rendimentos aos cotistas nos próximos meses, conforme evolução da carteira.

Na frente de crédito, foram R$ 30 milhões em novas alocações, divididos em dois CRIs adquiridos no mercado secundário. Entraram R$ 20 milhões no CRI Vista Faria Lima, remunerado a IPCA + 9,48% ao ano, e R$ 10 milhões no CRI Almeida Junior, a CDI + 1,25% ao ano.

Segundo a gestora, as operações ocorreram de forma oportunística, com taxas superiores às das emissões dos papéis e perfil classificado como high grade, de menor risco de crédito.

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FII amplia carteira de crédito no mercado secundário

Com as compras recentes, a carteira de CRIs apresenta taxas médias de CDI + 2,6% ao ano e IPCA + 9,8% ao ano, considerando o valor patrimonial da cota. Ao se observar o desconto da cota no mercado secundário, as taxas implícitas da carteira alcançam CDI + 12,5% e IPCA + 15,8%, já líquidas das taxas de gestão e administração.

A gestão projeta novas movimentações no portfólio. Ainda em agosto, pretende realizar uma aquisição de CRI com perfil defensivo. Para setembro, estão previstas duas operações originadas ou estruturadas pela Canuma, com parte dos recursos atualmente alocados em caixa.

No segmento imobiliário, o Kasa Vila Olímpia — residencial com 243 apartamentos voltados à locação de média duração — registrou melhora na ocupação. O indicador atingiu 71% em julho, alta de quatro pontos percentuais frente ao mês anterior. Para agosto, a expectativa é alcançar 79%.

O aluguel médio do empreendimento ficou em R$ 111 por metro quadrado, aumento de 24% desde o início da gestão, em 2023. O prazo médio dos contratos assinados em julho foi de 16 meses, acima dos 14,8 meses registrados em 2025.

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No Shopping Jardim Sul, as vendas cresceram 0,8% em junho na comparação anual, enquanto o NOI avançou 34%. No acumulado do primeiro semestre, as vendas subiram 11%, e a ocupação do empreendimento permaneceu em 98,3%.

Carteira de FIIs supera IFIX desde o início das alocações

A carteira de FIIs do fundo era composta por oito ativos em julho. No mês, o portfólio recuou 0,25%, desempenho ligeiramente superior ao do IFIX, que caiu 0,32% no período.

Desde o início das alocações, entre junho de 2022 e julho de 2026, a carteira acumula valorização de 52,9%, superando em 17,4 pontos percentuais o IFIX no mesmo intervalo, de 35,5%. A gestão afirma que segue atenta à queda mais acentuada observada em diversos fundos imobiliários nos últimos meses, avaliando oportunidades para novas alocações.

A estratégia declarada é buscar ativos que permitam entregar retornos superiores ao IFIX de forma consistente, combinando a carteira de CRIs com posições em FIIs e imóveis, conforme as condições de mercado.

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Com resultado de R$ 6,816 milhões em julho, novas aquisições de crédito e uma reserva de R$ 0,12 por cota, o fundo preserva espaço para alocações adicionais enquanto mantém a distribuição dentro do guidance definido para o trimestre.

Redação Suno Notícias

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