Em dia de alta do Ibovespa, as ações da Casas Bahia (BHIA3) aparecem entre os principais destaques negativos do indicador. Por volta das 12h30, os papéis caem 8,33%, a R$ 1,87, enquanto os investidores reagem ao prejuízo bilionário reportado pela empresa.
No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, mais do que dobrando as perdas de R$ 408 milhões apuradas no mesmo período do ano passado.
Apesar do resultado negativo na última linha do balanço, a varejista apresentou avanço operacional no trimestre. A receita líquida cresceu 6,1% na comparação anual, para R$ 7,4 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 4,7%, somando R$ 597 milhões. A margem bruta permaneceu praticamente estável, em 30,3%.
A Casas Bahia também destacou melhora na geração de caixa e redução da alavancagem. O fluxo de caixa livre da firma ficou positivo em R$ 852 milhões no trimestre, enquanto a dívida líquida ajustada caiu 68% em relação ao 1T25, levando a alavancagem para 0,5 vez o Ebitda ajustado.
Resultado financeiro pressiona balanço da Casas Bahia (BHIA3)
Apesar da melhora operacional, o resultado financeiro continuou sendo o principal fator de pressão para a varejista.
No trimestre, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,17 bilhão, alta de 27% na comparação anual. Segundo a companhia, o avanço das despesas financeiras foi impactado principalmente pelo ambiente de juros elevados no Brasil.
A empresa destacou que o CDI médio passou de 12,94% no primeiro trimestre de 2025 para 14,86% no mesmo período deste ano, aumentando o custo da dívida e pressionando o lucro líquido.
Ainda assim, a Casas Bahia afirmou que a reestruturação do passivo já começa a produzir efeitos positivos. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a companhia reportou redução sequencial em diversas linhas financeiras, incluindo despesas com dívidas, juros com fornecedores e custos de desconto de recebíveis.
Outro ponto acompanhado pelo mercado é o desempenho das lojas físicas. A receita bruta desse segmento caiu 1,8% no trimestre, enquanto o indicador de vendas mesmas lojas (SSS) recuou 1,6%. Segundo a Casas Bahia (BHIA3), o desempenho ainda foi impactado pelo fechamento líquido de 26 lojas nos últimos 12 meses.
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