Carteira de ETFs aposta em diversificação global para atravessar 2026

A estratégia de diversificação internacional voltou a se mostrar eficiente ao longo de 2025 e segue como pilar central das carteiras recomendadas de ETFs para janeiro de 2026. Em um ano marcado por forte volatilidade e mudanças no eixo de crescimento global, mercados da Europa e da Ásia superaram os Estados Unidos em termos relativos, beneficiados por avaliações mais atrativas e melhor equilíbrio entre estilos de investimento.

Para Genial Investimentos, nas carteiras de renda fixa e CriptoFix, a estratégia mais eficiente, neste momento, passa por manter um nível elevado de caixa, calibrado de acordo com o perfil de risco de cada investidor. “Em um ambiente em que a liquidez é remunerada com taxas reais próximas a dois dígitos, o caixa deixa de ser apenas um instrumento defensivo e passa a funcionar como opcionalidade, permitindo atravessar períodos de volatilidade e aproveitar momentos de estresse para montar posições com melhor relação risco-retorno”, diz a casa.

Para janeiro de 2026, a Carteira ETF Macro recomenda a compra de cinco ativos, todos com peso igual de 20%: LFTS11 da Investo (Tesouro Selic), GICP11 (Genial Debêntures DI), GOLD11 (ouro), GOAT11 (exposição combinada ao S&P 500 e ao IMA-B, da Itaú Asset) e BURA39 (uranium). Em dezembro, a carteira avançou 0,61%, enquanto o CDI registrou alta de 1,11% no mesmo período.

Carteira ETF MACRO. Foto: Reprodução.
Carteira ETF MACRO. Foto: Reprodução.

Carteira RF+ mantém estratégia e ajusta pesos

A Carteira RF+ apresentou valorização de 0,78% em dezembro, abaixo do CDI no mês, mas encerrou o período com desempenho acumulado superior no horizonte anual.

Carteira RF+. Foto: Reprodução.
Carteira RF+. Foto: Reprodução.

Em 2026, a rentabilidade chega a 14,48%, frente a 14,20% do CDI. Para janeiro, não houve alteração nos ativos da carteira, apenas ajustes nos pesos, refletindo o cenário de juros ainda elevados.

CriptoFix e Cripto++ seguem com postura defensiva

A Carteira CriptoFix registrou alta de 0,70% em dezembro, mas acumula queda de 5,45% em 2026, em contraste com o avanço do CDI no período. A principal mudança foi a inclusão do ETF Crypto Momentum (FOMO11), buscando capturar movimentos de curto prazo com maior controle de risco.

Carteira CriptoFIX. Foto: Reprodução.
Carteira CriptoFIX. Foto: Reprodução.

Já a Carteira Cripto++ avançou 0,27% no mês, mas segue com desempenho negativo no acumulado do ano, com queda de 18,45%. Assim como na RF+, não houve mudanças nos ativos, apenas rebalanceamento dos pesos, refletindo a cautela dos gestores diante da volatilidade do segmento.

A carteira CriptoFix iniciou janeiro de 2026 com um ajuste relevante de composição, reduzindo a concentração em bitcoin e ampliando a diversificação entre ETFs do segmento: o peso do GBTC11 caiu de 50% para 40%, enquanto o BITH11 foi mantido em 30%, o HASH11 teve aumento de participação de 15% para 20% e o FOMO11 passou a integrar a carteira com 10%, movimento que reflete uma postura mais cautelosa diante da volatilidade do mercado cripto e a busca por uma exposição mais equilibrada, combinando preservação de capital, controle de risco e manutenção de opcionalidade para capturar eventuais movimentos de recuperação ao longo de 2026.

Por que investir em ETFs?

O ETF é uma opção de investimento cada vez mais popular devido às suas diversas vantagens.

Uma das principais razões para investir em ETFs é a diversificação que eles proporcionam. Ao investir em um ETF, o investidor está adquirindo uma cesta de ativos que pode incluir ações, títulos de renda fixa, commodities, entre outros, o que ajuda a reduzir o risco em comparação com investimentos individuais.

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Vinícius Alves

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