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BTG Pactual (BPAC11) vira favorito em trimestre azedo para corretoras e bolsa

BTG Pactual - Foto: Reprodução Facebook

BTG Pactual - Foto: Reprodução Facebook

A temporada de balanços do setor financeiro deve mostrar quem consegue nadar melhor em um mercado de capitais menos aquecido. Segundo análise do Safra, BTG Pactual (BPAC11), XP Inc. (XPBR31) e B3 (B3SA3) devem apresentar resultados mistos no segundo trimestre de 2026, em meio à menor atividade em ofertas de dívida e renda variável.

O banco avalia que a fraqueza nas operações de investment banking e nos volumes negociados em bolsa deve pressionar parte das receitas do setor. Ainda assim, receitas mais recorrentes, controle de despesas e expansão do lucro devem ajudar a sustentar os resultados.

Na leitura do Safra, o BTG Pactual (BPAC11) segue como o nome mais resiliente entre as empresas ligadas ao mercado de capitais, apoiado pela diversificação das receitas e pelo avanço em crédito e gestão de patrimônio.

BTG Pactual (BPAC11) deve manter crescimento

Para o BTG Pactual (BPAC11), o Safra projeta mais um trimestre sólido. A expectativa é de crescimento de 14% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado por crédito corporativo, crédito ao consumidor e gestão de patrimônio.

A área de investment banking, porém, deve vir mais fraca. O banco estima queda de 28% frente ao primeiro trimestre e retração de 42% na comparação anual, refletindo a menor atividade em emissões de dívida corporativa e uma base de comparação mais forte no início do ano.

Mesmo assim, o Safra destaca que a administração do BTG Pactual já sinalizou melhora gradual do pipeline de operações ao fim do trimestre. A projeção é de lucro líquido de R$ 4,96 bilhões entre abril e junho, alta de 19% em um ano, com retorno sobre patrimônio líquido em torno de 26%.

XP e B3 sentem renda variável mais fraca

No caso da XP Inc. (XPBR31), o Safra espera crescimento de receita ainda abaixo de dois dígitos, com avanço de cerca de 9% na receita bruta na comparação anual.

As receitas de varejo devem ser sustentadas por segmentos como cartões, previdência e seguros. A renda fixa também deve mostrar melhora sequencial, após o impacto negativo de marcação a mercado observado no primeiro trimestre.

Por outro lado, a renda variável deve perder força, acompanhando a redução dos volumes negociados na B3 (B3SA3). A área de Corporate & Issuer Services também deve sentir a menor atividade em emissões de dívida corporativa.

Ainda assim, o controle de despesas deve ajudar a XP Inc. (XPBR31). O Safra projeta lucro líquido de R$ 1,36 bilhão no trimestre, com retorno sobre patrimônio líquido próximo de 22%.

B3 (B3SA3) deve ter margem pressionada

A B3 (B3SA3) também deve apresentar perda de ritmo operacional no 2T26. Segundo o Safra, os volumes negociados desaceleraram ao longo do período, especialmente nos segmentos de ações e derivativos.

A projeção é de queda de 5% na receita bruta em relação ao trimestre anterior, apesar de crescimento ainda positivo na comparação anual. As receitas ligadas ao mercado de ações devem cair 10% frente ao 1T26, enquanto derivativos devem recuar mais de 9%.

Por outro lado, renda fixa deve continuar crescendo de forma sólida, e a área de dados e tecnologia deve manter expansão em ritmo de dois dígitos.

O Safra estima margem Ebitda de 69,6% para a B3 (B3SA3), abaixo do nível registrado no início do ano. Mesmo assim, resultado financeiro e efeitos da venda da Dimensa devem ajudar a sustentar o lucro, estimado em R$ 1,68 bilhão no trimestre.

No balanço do setor, o BTG Pactual (BPAC11) aparece como a principal preferência do Safra, enquanto XP Inc. (XPBR31) e B3 (B3SA3) seguem mais expostas à desaceleração da renda variável e do mercado de capitais tradicional.

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