BTG Pactual (BPAC11) deve subir mesmo em cenários desafiadores, diz Itaú BBA

As ações do BTG Pactual (BPAC11) devem continuar se valorizando mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador, segundo o Itaú BBA. Em relatório divulgado nesta quinta-feira (2), o banco reforçou a recomendação outperform para os papéis, equivalente à compra.

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Segundo os analistas do BBA, o BTG está bem posicionado tanto em cenários de maior aversão ao risco quanto em momentos de recuperação dos mercados. “Estamos reiterando nossa recomendação outperform e recomendamos aumentar posições”, destaca o relatório.

De acordo com o Itaú BBA, o histórico de geração de resultados do BTG em ambientes desafiadores continua sendo um dos principais diferenciais da instituição.

“O BTG tem um histórico incomparável de gerar ‘alfa’ de negócios em mercados desafiadores, ao mesmo tempo em que está bem posicionado para capturar o potencial de alta em ciclos de maior apetite a risco”, diz o relatório.

Crédito pode trazer oportunidades para o BTG

Um dos principais vetores de crescimento apontados pelo Itaú BBA está no avanço do BTG no mercado de consignado privado, considerado uma oportunidade relevante de rentabilidade.

Segundo o relatório, o banco já possui exposição superior a R$ 11 bilhões nesse segmento, seja diretamente, por meio do Banco Pan, ou via fundos estruturados. A aquisição da fintech de crédito MeuTudo, da qual o BTG comprou uma participação de 48%, tende a ampliar ainda mais essa presença.

“Estimamos que um portfólio médio de cerca de R$ 15 bilhões possa gerar aproximadamente 50% de retorno sobre o patrimônio para o banco”, diz o BBA.

O relatório também destaca o aumento recente de pedidos de recuperação judicial e reestruturações no Brasil, cenário que pode elevar preocupações com crédito corporativo. Ainda assim, os analistas acreditam que o BTG está relativamente protegido.

Segundo os analistas, o banco costuma operar com garantias robustas, o que deve ajudar a atravessar períodos de maior volatilidade. Além disso, o ambiente de spreads mais elevados pode favorecer instituições com maior capacidade de balanço.

Preço-alvo de BPAC11

Diante dessas perspectivas, o Itaú BBA revisou suas projeções de lucro para o banco. As estimativas para 2026 e 2027 foram elevadas em 7% e 12%, respectivamente, para R$ 19,8 bilhões e R$ 22,7 bilhões.

O preço-alvo para as ações do BTG Pactual (BPAC11) também foi revisado para R$ 63, ante R$ 58 anteriormente. Se confirmado, esse valor implicaria negociação do papel a cerca de 12 vezes o lucro projetado para 2026.

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Giovanna Oliveira

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