BMLC11 recupera R$ 149,6 mil e eleva provento em R$ 0,15 por cota
O fundo imobiliário BMLC11 informou o recebimento de R$ 149.603,87 referentes a pendências locatícias da inquilina Organic Life. O montante quita parte dos débitos mencionados em comunicados anteriores, nos quais a empresa havia sido destacada pelo não cumprimento de obrigações contratuais. Segundo a administração, a entrada desses recursos terá reflexo direto na próxima distribuição do fundo.
O gestor do BMLC11 detalhou que o valor recebido resultará em incremento de R$ 0,15 por cota na receita e na distribuição aos cotistas. Esse efeito positivo atenua impactos contabilizados ao longo do exercício, sobretudo aqueles ligados à inadimplência identificada nos últimos meses. Ainda assim, o caso segue acompanhado de perto pela equipe de gestão.
Historicamente, o fundo imobiliário BMLC11 já havia comunicado, em 29 de abril de 2026, o descumprimento de pagamentos de aluguéis pela Organic Life, envolvendo as competências de novembro de 2025 a março de 2026. Na ocasião, após a dedução da caução, a inadimplência causou prejuízo estimado de R$ 0,03 por cota. Somaram-se aos atrasos valores de taxas condominiais e IPTU, elevando o impacto acumulado para R$ 0,06 por cota.
Situação e medidas adotadas
Além dos aluguéis, o comunicado anterior apontou o não pagamento da penalidade por rescisão contratual, equivalente a R$ 0,05 por cota. Diante do cenário, o FII BMLC11 protocolou ação de despejo. A Justiça concedeu liminar favorável, determinando a notificação da inquilina para liberar o imóvel. A citação e a intimação já foram cumpridas, iniciando o prazo de 15 dias para desocupação voluntária.
Com a recuperação de R$ 149,6 mil, a gestão reforça que manterá as frentes de cobrança para assegurar a restituição de eventuais valores remanescentes e a efetiva retomada da unidade. O movimento faz parte de uma estratégia de preservação do caixa e da distribuição futura, mitigando riscos de novas pressões sobre o rendimento mensal.
No fato relevante de abril, a gestora destacou que a área alvo da ação de despejo corresponde a aproximadamente 2% da área bruta locável do fundo imobiliário. Embora a dimensão seja limitada no portfólio total, a administração segue empenhada em resolver rapidamente a vacância e em buscar alternativas de locação que sustentem a previsibilidade dos proventos.