Biodiesel em alta impulsiona soja e favorece SNFZ11 em 2026

O setor de biodiesel brasileiro projeta expansão relevante para 2026, criando um ambiente propício a investimentos ligados ao agronegócio, com destaque para o fiagro SNFZ11, que opera em propriedades rurais no Mato Grosso. A perspectiva de maior consumo de biocombustível reforça a atratividade de ativos lastreados em terras agrícolas produtivas e contratos de arrendamento bem estruturados.

Dados da StoneX indicam alta de 7,2% em 2026, levando o consumo a 10,4 milhões de m³, impulsionada pelo B15 e por sinais de retomada econômica. Com isso, o óleo de soja seguirá como insumo predominante, respondendo por 84,7% da matriz produtiva. A ampla oferta doméstica do grão e expectativas de processamento recorde sustentam esse quadro favorável.

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Consumo de diesel deve permanecer estável

Nesse contexto, cresce a demanda estrutural pela soja nacional, sobretudo em Mato Grosso, onde estão localizadas as propriedades do SNFZ11. A região, logisticamente integrada e com escala agrícola consolidada, tende a capturar preços e volumes mais robustos, fortalecendo receitas de produtores e arrendadores.

Mesmo diante de incertezas globais, como efeitos do Oriente Médio sobre a energia, analistas avaliam que o consumo de diesel deve permanecer estável. Essa resiliência confere previsibilidade à mistura mandatória e ao uso do biodiesel, reduzindo volatilidade para participantes da cadeia.

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Fiagro SNFZ11: exposição agrícola com renda

O fiagro SNFZ11 combina participação direta no campo com distribuição periódica de proventos, oferecendo ao investidor acesso à renda do agronegócio. O fundo detém fazendas em Gaúcha do Norte (MT), onde a safra 2025/26 mostra desempenho satisfatório. A Fazenda Xavante colheu produtividade de 55 sacas/ha, enquanto Coliseu e Triângulo avançam em ritmo acelerado. A estratégia de arrendamento inclui participação de 25% da produção na Xavante, com piso de 15 sc/ha, o que mitiga riscos e captura valorização.

Exportações firmes e biodiesel fortalecem a soja

A demanda externa também permanece aquecida. A Anec projeta exportações de 16,668 milhões t de soja em abril, com a China ampliando compras. A soma de consumo interno via biocombustíveis e embarques robustos consolida a oleaginosa como eixo do agro brasileiro, beneficiando áreas produtoras e veículos ligados à cadeia.

Rendimentos do SNFZ11 e perspectiva

O fundo anunciou distribuição de R$ 0,10/cota em abril, com pagamento em 24/04. A um preço de R$ 9,74, o yield mensal é de cerca de 1,03% (aprox. 13% ao ano). Para 2026, a combinação de B15, demanda externa e gestão ativa tende a sustentar resultados e liquidez do fiagro.

Redação Suno Notícias

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