BBIG11 vende 9% do Pátio Paulista e acelera desalavancagem
O fundo imobiliário BBIG11 avançou em sua estratégia de otimização patrimonial ao concluir, em março, a venda parcial de sua participação no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo. A transação envolveu 9% do investimento, mantendo ainda 9,5% de participação no ativo, o que preserva exposição a um dos shoppings mais relevantes da capital. O movimento reforça a disciplina de capital do veículo e cria espaço para novas alocações.
O acordo foi estruturado com liquidação majoritariamente à vista e parcelas complementares indexadas ao CDI, o que suaviza o impacto no fluxo de caixa e reduz riscos de execução. Segundo os gestores, a negociação ocorreu em ambiente competitivo, com presença de investidores institucionais, validando a precificação do ativo e a atratividade do portfólio.
Resultado aproximado de R$ 0,10 por cota
A operação deve gerar resultado aproximado de R$ 0,10 por cota, a ser distribuído conforme a política do fundo. Esse efeito imediato, aliado ao ganho de eficiência financeira, tende a sustentar a distribuição no curto prazo e aumentar a resiliência do caixa frente às condições de mercado. Além disso, a alocação do capital obtido está alinhada ao plano de desalavancagem.
Para acelerar a redução do endividamento, o BBIG11 realizou a recompra parcial de R$ 70 milhões do CRI BBIG II, uma etapa importante do projeto de diminuição de obrigações até 2026. Os gestores projetam queda da alavancagem sobre o patrimônio líquido de 47% para 37% no curto prazo, com possibilidade de chegar a aproximadamente 20% antes do fim do exercício, caso o ritmo de execução seja mantido.
Ocupação média de 98,8% em shoppings
Operacionalmente, o portfólio BBIG11 segue sólido, com ocupação média de 98,8% nos shoppings, evidenciando resiliência mesmo em um cenário desafiador para o varejo. Em março, as receitas imobiliárias somaram R$ 8,39 milhões, acrescidas de R$ 520 mil de aplicações financeiras, enquanto as despesas financeiras atingiram R$ 6,74 milhões, refletindo encargos de CRIs previamente emitidos.
Como resultado, a distribuição foi de R$ 0,07 por cota no mês, equivalente a um dividend yield de 0,99%. A atividade no secundário permaneceu aquecida, com volume de cerca de R$ 25 milhões e mais de 59 mil negócios. O número de investidores cresceu para 38.055, alta de 2,55% frente ao período anterior, reforçando o interesse contínuo pelo fundo e pela sua agenda de desalavancagem.