Acordo Mercosul-Canadá abre nova frente para o agro e SNAG11

As tratativas para um Acordo entre Mercosul e Canadá avançaram nos últimos meses, abrindo espaço para ampliar o acesso de produtos brasileiros a uma das economias com maior renda per capita do mundo. A expectativa é positiva, ainda que temas sensíveis como regras de origem e preferências tarifárias sigam em debate entre os blocos. Caso a agenda se mantenha, as negociações tendem a evoluir no segundo semestre de 2026, com impacto direto sobre cadeias exportadoras estratégicas.

No agronegócio, o potencial é expressivo. Hoje, as vendas externas agroalimentares ao Canadá giram entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,3 bilhão por ano, com destaque para açúcar, café, carnes e alimentos processados. A perspectiva de redução de barreiras e maior previsibilidade regulatória pode acelerar contratos, melhorar margens e estimular investimentos em produtividade. Esses movimentos favorecem produtores, cooperativas e indústrias ligadas ao campo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Em 2025, as exportações totais do Brasil para o mercado canadense alcançaram cerca de US$ 7,3 bilhões, estabelecendo um novo patamar para o intercâmbio bilateral. Esse dinamismo também se relaciona ao suprimento de insumos: o Canadá é um dos principais fornecedores de fertilizantes ao país, sobretudo potássio, elemento crítico para a performance agrícola. Esse elo fortalece a resiliência das safras e a competitividade internacional.

Acordo entre Mercosul e Canadá pode destravar valor no agro

Entre os beneficiados, fundos dedicados ao crédito do agro, como o SNAG11, podem capturar ganhos indiretos. A abertura de novos mercados tende a ampliar receitas, diversificar canais de exportação e reduzir a dependência de compradores específicos, fatores que costumam melhorar a qualidade de crédito dos tomadores. Ainda que o fundo não invista diretamente em commodities, a melhora do ambiente setorial mitiga riscos e sustenta a originação de operações.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

No caso do SNAG11, a carteira é majoritariamente composta por operações estruturadas e CRAs, instrumento-chave para financiar a cadeia agroindustrial. Com safras robustas e demanda global aquecida, segmentos como proteínas animais, açúcar e café tendem a se beneficiar, ampliando o fluxo de caixa e a capacidade de honrar obrigações financeiras. Isso pode refletir em spreads mais ajustados e prazos mais eficientes ao longo do tempo.

Recentemente, o fundo captou cerca de R$ 301 milhões, reforçando exposição a irrigação e armazenagem — áreas essenciais para elevar produtividade e reduzir perdas. Com mais de 130 mil investidores e patrimônio próximo de R$ 1 bilhão, o veículo se consolida entre os maiores Fiagros da bolsa, em um ciclo no qual a soja segue como motor do crescimento. Se o Acordo entre Mercosul e Canadá se concretizar, o agro brasileiro pode ganhar uma nova frente de expansão e internacionalização.

Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião