AAZQ11 tem retorno de 1,25% em dividendos e reforça prêmio acima do CDI

AAZQ11 manteve em fevereiro sua estratégia concentrada em crédito do agronegócio, com carteira praticamente 100% alocada e foco em operações que superam o CDI. O fundo confirmou proventos de R$ 0,105 por cota, o que representa dividend yield mensal próximo de 1,25% e algo em torno de 19% em base anualizada, reforçando o compromisso com distribuição consistente aos investidores.

No período, o resultado ficou perto de R$ 2,2 milhões, refletindo a performance de uma carteira majoritariamente formada por ativos creditícios do agro. A gestão segue priorizando risco-retorno equilibrado, selecionando emissores com lastros sólidos e estruturas de garantias aprimoradas para mitigar volatilidade setorial e preservar o fluxo de caixa.

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Ao fim do mês, cerca de 99% do patrimônio líquido estava investido, com destaque para os CRAs, que representaram 68,6% da carteira. Entre os demais instrumentos, houve peso relevante em Fiagros de direitos creditórios, que corresponderam a 26,4% do portfólio. A taxa média de carregamento atingiu 3,78%, enquanto o retorno líquido estimado ficou em torno de CDI + 2,57% ao ano, indicador aderente à tese de crédito.

Estratégia e novas alocações no agro com foco em retorno

Entre as movimentações, a gestão executou alocações para ampliar o prêmio da carteira. Houve aplicação de aproximadamente R$ 1,5 milhão no Fiagro Toagro, com remuneração de CDI + 5% ao ano, e investimento de cerca de R$ 4,2 milhões no CRA Enersugar, a CDI + 6% ao ano. Essas operações fortalecem a busca por spreads atrativos no segmento agrícola. Os mecanismos de proteção, como subordinação de 30% no Toagro, e garantias reais no Enersugar, foram destacados como pilares de controle de risco.

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No Toagro, a exposição está em recebíveis oriundos da comercialização de insumos agrícolas, com critérios seletivos de análise de crédito. Já no CRA Enersugar, atrelado a uma usina sucroalcooleira em expansão, há garantias que incluem propriedades rurais e ativos industriais, além de amortizações compatíveis com o ciclo produtivo, o que favorece o alinhamento de caixa.

A gestão também monitora o FIDC Caetê, relacionado ao CRA Stoppe. No âmbito cível, as medidas de recuperação avançam, incluindo penhora de bens dos avalistas, enquanto o processo criminal segue aguardando desdobramentos. Essa atuação ativa em recuperação de crédito integra a disciplina de risco do portfólio.

Por fim, o AAZQ11 confirmou o pagamento de R$ 0,105 por cota aos investidores com posição até 27 de fevereiro de 2026, com liquidação prevista para 13 de março de 2026. Considerando a cotação de fechamento de fevereiro, o yield mensal foi próximo de 1,25%, reforçando a proposta de renda recorrente no agronegócio.

Redação Suno Notícias

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