Veja quanto o HGRU11 vai pagar de dividendos em setembro
O fundo imobiliário HGRU11 manterá o patamar de R$ 0,95 por cota no pagamento de agosto, repetindo o mesmo valor observado desde fevereiro. O montante foi anunciado como rendimento mensal do período, sem alterações na linha do que o fundo vem praticando ao longo do ano.
O crédito dos proventos ocorrerá em 15 de setembro de 2026. Terão direito ao recebimento os investidores posicionados até o encerramento do pregão de 31 de agosto de 2026, data definida como corte para apuração da base de cotistas.
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Considerando a cotação de fechamento de agosto, de R$ 115,33, os dividendos do HGRU11 correspondem a um dividend yield mensal aproximado de 0,82%. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições previstas na legislação vigente.
HGRU11: resultado de julho e 7ª emissão
No relatório gerencial de julho, último resultado divulgado, o fundo imobiliário reportou receita total de R$ 1,05 por cota e resultado distribuível de R$ 0,83 por cota, sem impactos não recorrentes no mês. A base de investidores encerrou julho com 231.200 cotistas.
Em Assembleia Geral Extraordinária concluída em 7 de agosto, o HGRU11 teve aprovada a 7ª emissão de cotas, com volume inicial de até R$ 1,1 bilhão. A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais, com o objetivo de reforçar a estrutura de capital e viabilizar novas aquisições, em linha com a estratégia de crescimento do portfólio.
Expansão da carteira do HGRU11
O portfólio do FII foi ampliado para 104 imóveis distribuídos em 15 estados, alcançando 613.427 metros quadrados de área bruta locável (ABL). A expansão decorre de duas aquisições realizadas em julho: um portfólio de cinco lojas no Leblon, adquirido por R$ 100,4 milhões a um cap rate de 9,4% ao ano, e o imóvel educacional São Judas, em São Bernardo do Campo, comprado por R$ 50,0 milhões a um cap rate de 10,0% ao ano.
A vacância física e a vacância financeira permaneceram estáveis em 0,8% no mês, sem movimentações de locatários. No período, houve reajustes contratuais incidentes sobre 13.215 metros quadrados de ABL, conforme índices previstos nos contratos.
A receita contratada do HGRU11 é majoritariamente composta por contratos atípicos (80%), com a parcela restante de contratos típicos (20%). Em termos de indexação, 99% dos contratos são corrigidos pelo IPCA e 1% pelo IGP-M, refletindo a predominância da inflação cheia como referência de reajuste.
Por segmento, a composição do portfólio abrange varejo alimentício (52%), educacional (26%), varejo de vestuário (16%) e outros (6%). Na base de inquilinos, a concentração por receita tem como principais pagadores: Carrefour (24%), Assaí (22%), Pernambucanas (17%), YDUQS (13%) e DMA (6%).
A carteira do fundo conta também com alocação estratégica em seis fundos imobiliários, que somam 8,6% do patrimônio. As posições são: FCFL11 (3,53%), SPVJ11 (2,11%), GARE11 (1,88%), JFLL11 (0,48%), TVRI11 (0,43%) e KNIP11 (0,15%), compondo a parcela de investimentos líquidos do portfólio.
A alavancagem financeira encerrou julho em 5,1%, com projeção de redução para 4,8% até o fim de 2026 e expectativa de desalavancagem progressiva nos anos seguintes. As obrigações por aquisições somam R$ 294 milhões, sendo R$ 96 milhões com vencimento no curto prazo, em até 12 meses, suportadas pelas posições em FIIs, renda fixa e CRIs do HGRU11.