HGRU11 libera proventos de junho; entenda como funciona a distribuição

O fundo imobiliário HGRU11 anunciou rendimento de R$ 0,95 por cota para a competência de junho de 2026, mantendo o mesmo patamar observado desde fevereiro. A data-base será o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, e o pagamento está previsto para 14 de julho de 2026.

Com a cotação de fechamento de junho em R$ 131,49, o valor corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 0,72%. Para pessoas físicas que atendam à legislação vigente, a distribuição é isenta de Imposto de Renda.

Como referência recente, os rendimentos pagos em junho, referentes ao mês de maio, implicaram yield anualizado de 8,8% em maio, cálculo feito tanto sobre a cota patrimonial quanto sobre a cota de fechamento.

Rendimentos do HGRU11 em junho de 2026

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O resultado de maio recebeu impulso com a venda de dois ativos. As duas lojas Pernambucanas negociadas adicionaram R$ 0,09 por cota ao desempenho, com TIR média ponderada de 27% e prêmio médio de 29% sobre os valores dos laudos patrimoniais.

Em maio, a receita total somou R$ 1,14 por cota, enquanto o valor distribuível alcançou R$ 0,89 por cota. A distribuição média dos últimos 12 meses ficou em R$ 1,04 por cota até aquele momento, indicando estabilidade do fluxo de rendimentos no período.

No cenário operacional, o mês foi de estabilidade. Não houve substituição de locatários nem reajustes contratuais, e a vacância física permaneceu em 0,8%, mantendo a ocupação praticamente integral.

Carteira e estrutura de capital do HGRU11

A alavancagem financeira encerrou maio em 5,5%, com passivo de R$ 298 milhões ligado à aquisição de imóveis. Desse montante, R$ 96 milhões vencem em até 12 meses. Segundo a administração, as obrigações estão mapeadas e contam com suporte de alocações em FIIs, renda fixa e CRIs, com projeção de desalavancagem para 5,1% ao fim de 2026 e redução adicional nos anos seguintes.

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O portfólio reúne 98 ativos distribuídos em 14 estados, com mais de 590 mil metros quadrados de ABL. O fundo também mantém posições estratégicas em seis FIIs, que representam 8,6% do patrimônio líquido. Entre elas, destacam-se FCFL11 (3,53%), vinculado a empreendimento educacional locado ao Insper, e TVRI11 (2,11%), complexo de varejo locado sobretudo ao Assaí.

A receita do fundo é concentrada em varejo alimentício (55%) e educacional (25%). Entre os principais inquilinos, lideram Carrefour (24%), Assaí (23%) e Pernambucanas (17%). Os contratos são majoritariamente atípicos (81%), frente a 19% típicos, e 99% da carteira é indexada ao IPCA, com 1% atrelado ao IGP-M.

Por valor patrimonial, os maiores pesos estão no varejo alimentício em São Paulo (24%), no varejo de vestuário em São Paulo (15%) e no varejo alimentício no Paraná (10%). A composição indica foco em ativos de varejo com presença relevante em praças estratégicas.

Na performance, o fundo recuou 1,2% no mês, mas acumula alta de 7,4% em 2026 e 179,1% desde o início, o que equivale a 14,2% ao ano. No mesmo horizonte, o desempenho supera o IFIX (80,6% e 7,9% ao ano) e o CDI bruto (98,6% e 9,3% ao ano).

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Redação Suno Notícias

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