FIDCs mais seguros? Nova duplicata promete reduzir fraudes e recebíveis duplicados

Os FIDCs devem ganhar uma nova camada de segurança e transparência com a chegada da duplicata escritural. Segundo comunicado divulgado pela B3 (B3SA3) nesta segunda-feira (22), o modelo permitirá acompanhar digitalmente todo o ciclo dos recebíveis, ajudando a identificar documentos duplicados, inconsistências e possíveis fraudes antes que os ativos entrem nas carteiras.

A duplicata escritural é a versão eletrônica do título usado por empresas para comprovar vendas a prazo. Com registros digitais padronizados, cada movimentação passa a ser rastreável, desde a emissão até a liquidação, o que amplia a visibilidade de gestores e administradores sobre os riscos das operações.

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O que muda para os FIDCs?

Na prática, os fundos poderão acessar dados estruturados e atualizados em tempo quase real para analisar a autenticidade dos recebíveis, o histórico das partes envolvidas e o risco de inadimplência. A automação também tende a reduzir processos manuais, custos operacionais e o tempo necessário para avaliar os ativos.

Para apoiar essa transição, a B3 disponibiliza o Monitor de Recebíveis, solução que reúne informações sobre cedentes, sacados e títulos registrados. A ferramenta utiliza mais de 80 regras de risco, consulta dados da Secretaria da Fazenda e permite detectar duplicatas cruzadas, volatilidade nos pagamentos e sinais de necessidade de caixa.

O sistema também conta com modelos preditivos voltados à identificação de tendências de atraso e cancelamento. Apesar dos benefícios, a adoção da duplicata escritural ainda exige adaptações tecnológicas e revisão dos processos dos diferentes participantes dos FIDCs.

Maíra Telles

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