TRX vende ativos do TRXB11 com ganho e reduz dívida

A TRX Gestora informou a assinatura de um Memorando de Entendimentos para a alienação de duas propriedades arrendadas ao Pão de Açúcar, em Goiânia (GO), atualmente pertencentes ao TRXB11, do qual o TRXF11 é o maior cotista. O movimento sinaliza avanço na estratégia de reciclagem de portfólio e pode destravar valor para os investidores, mantendo a exposição a contratos de varejo alimentar.

Pelo acordo, o lucro líquido estimado para o TRXB11 é de cerca de R$ 24,5 milhões, o que equivale a R$ 6,03 por cota. Para os cotistas do TRXF11, que detêm a maior fatia do TRXB11, a operação deve resultar em impacto positivo aproximado de R$ 0,39 por cota, reforçando a capacidade de geração de caixa do veículo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

O valor acordado da operação de venda é de R$ 74 milhões, estruturado em três etapas: R$ 37 milhões após o cumprimento das condições precedentes; R$ 14,8 milhões divididos em dois pagamentos semestrais; e R$ 22 milhões em até 18 meses. As parcelas a prazo serão corrigidas pelo IPCA, preservando o valor real da transação e reduzindo risco inflacionário para o vendedor.

O montante supera em 9,57% o último laudo de avaliação, sinalizando ganho de capital relevante e cap rate de 6,61%. Esse ágio evidencia a resiliência dos ativos locados ao varejo alimentar e o apetite do mercado por contratos de longo prazo com inquilino de primeira linha.

Diminuição do passivo

Além do preço, a alienação contribui para reduzir o endividamento do TRXB11. O fundo possui passivo de aproximadamente R$ 36,2 milhões atrelado a essas propriedades, que será liquidado com parte dos recursos, melhorando indicadores de alavancagem e fortalecendo a posição financeira.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Os imóveis seguem locados ao Pão de Açúcar por contratos atípicos, mitigando risco de rescisão antecipada e vigentes até julho de 2035. Após o pagamento inicial, o comprador passa a receber integralmente os aluguéis mensais, mantendo a previsibilidade de fluxo de caixa dos ativos transacionados.

A gestora estima concluir a documentação definitiva em até 90 dias e promete atualizar o mercado por meio de comunicados. No desempenho recente, o TRXF11 manteve a distribuição de R$ 0,93 por cota em abril, dividend yield mensal próximo de 1,02% e anualizado ao redor de 12,3%, com guidance entre R$ 0,90 e R$ 0,93 até dezembro de 2026.

Operacionalmente, o fundo encerrou abril com 123 imóveis, vacância física de 0,67% e receita operacional de R$ 53,9 milhões. O ranking de liquidez confirma a liderança do TRXF11 na B3 em 2026, com mais de 300 mil cotistas e volume acumulado de R$ 1,9 bilhão no ano, sustentando o interesse do mercado pelos seus ativos.

Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião